• Raell Nunes, Tamoio News

Com Centro Cirúrgico da Santa Casa interditado, mulher com pedras na vesícula aguarda cirurgia há 4

“Estou com muitas pedras na vesícula. Já é a segunda vez internada. Disseram que preciso operar. Uma doutora disse que é culpa do hospital”, afirma Ana Paula da Costa.

“Toda vez que tenho pancreatite corro risco de vida, sem falar nas crises que são insuportáveis”. O desespero de Ana Paula da Costa, diagnosticada com pedras na vesícula e aguardando uma operação há 4 meses na Santa Casa de Ubatuba, reflete a realidade de muitos brasileiros atormentados por esperar algo incerto.

A personagem desta história já fez diversos exames, ultrassom, hemograma completo, análise da amilase e lipase. “Toda vez que passo mal, faço exames. Dá alterações. Mas me internam apenas quando é pancreatite, caso grave. Havia um doutor que me internou e disse que ia esperar desinflamar e fazer a cirurgia, mas nunca mais vi ele”, conta.

Ana Paula tem 32 anos e uma filha pequena para criar. Ela vive como muitas pessoas simples da cidade, ou seja, pagando aluguel e apertada com as contas e compras de gêneros alimentícios todo mês. Sem condições financeiras para financiar uma cirurgia e resolver seu enfermo, o que lhe resta é esperar.

Mesmo com toda a problemática envolvendo a vida de Ana Paula, que ficou internada durante cinco dias este mês, a Santa Casa de Ubatuba deu alta para a paciente no último dia 19, segunda-feira.

“Estou com muitas pedras na vesícula. Já é a segunda vez internada. Disseram que preciso operar, mas não na vigência da pancreatite. Uma doutora disse que é culpa do hospital. Se olhar no computador da Santa Casa, vai ver que passo aqui direto com crises de cólica biliar”, desabafa.

A Santa Casa de Ubatuba confirma que o Centro Cirúrgico está interditado e, por recomendações da Vigilância Sanitária, as cirurgias eletivas estão suspensas. A instituição afirma que é por este motivo que Ana Paula Costa não teve a sua operação agendada.

No Brasil, quase 1 milhão de pessoas aguardam uma cirurgia eletiva no Sistema Único de Saúde (SUS). Uma boa parcela dos pacientes estão esperando há 10 anos. Estes dados são de um levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Ainda assim, o órgão diz que os números são mais altos, pois os dados representam 16 secretarias estaduais e 10 municipais.

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