• Raell Nunes, Tamoio News

Macaco morto é encontrado em mata de Ubatuba

A equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) já realizou a necropsia do animal – um bugio, adulto, sem sinais de agressão – e encaminhou no domingo o material para o Instituto Adolfo Lutz (IAL), em Taubaté. O resultado dos exames sai em cerca de 20 dias. A suspeita é de febre amarela.

Núcleo Picinguaba

A Vigilância em Saúde da Prefeitura de Ubatuba informa que foi encontrado um macaco morto na região Norte de Ubatuba, em uma trilha de mata fechada, acessada pela sede do Núcleo Picinguaba do Parque Estadual da Serra do Mar no último sábado (24). O órgão foi acionado sobre a ocorrência a partir de aviso feito por morador da região, que comunicou tanto a agente de controle de endemias quanto a equipe de Estratégia de Saúde da Família.

A equipe do Centro de Controle de Zoonose (CCZ) já realizou a necropsia do animal – um bugio, adulto, sem sinais de agressão – e encaminhou no domingo o material para o Instituto Adolfo Lutz (IAL), em Taubaté. Amostras do sistema nervoso e das vísceras foram enviados para análise. O resultado dos exames sai em cerca de 20 dias.

“A suspeita é de febre amarela, que vem dizimando populações inteiras desse macaco, mas somente após a realização dos devidos exames laboratoriais será possível informar o diagnóstico. Os macacos mortos que encontramos no passado eram saguis e nenhum confirmou para febre amarela”, esclarece Patricia Machado Sanches, supervisora da Vigilância em Saúde.

Importância da vacinação

A Prefeitura de Ubatuba reforça a importância de tomar a vacina contra a febre amarela, única maneira de impedir uma epidemia da doença caso o vírus comece a circular no município. A vacina demora 10 dias para ter efeito, entre a data de aplicação e a efetiva proteção. Atualmente, a cobertura vacinal de Ubatuba está em 41%. A meta é chegar a 95% de cobertura.

A vacina está disponível em 28 unidades de saúde, em dias específicos. A tabela com os horários de cada unidade pode ser acessada no site da Prefeitura de Ubatuba. “As equipes de saúde também estão realizando a imunização nas escolas. É importante que pais, mães ou demais responsáveis enviem a autorização para a vacinação dos alunos ou, em caso de dúvidas, que conversem com as equipes de saúde para mais esclarecimentos”, finaliza a supervisora.

Nota da redação: Os macacos são tão vítimas da doença quanto os humanos. Eles não transmitem a doença. Não adianta sair matando macaco. Na verdade, eles funcionam como um sinalizador. Quando um macaco é descoberto vítima da doença, indica que o vírus circula por aquela região. O que é importante é a vacinação. Ela é a única forma de se evitar a doença. Os únicos transmissores da doença são as fêmeas dos mosquitos Haemagogus e Sabethes (nas regiões rurais) ou Aedes aegypti (nas áreas urbanas).

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