• Da redação

Exigindo ação da Prefeitura e da Sabesp, manifestantes protestam contra a poluição do Rio Acaraú

Com palavras e imagens fortes, manifestantes enterram cerca de 160 cruzes de de madeira após feriado que relembra a crucificação de Cristo.

Sob gritos de protesto como a "A praia não é fossa, não queremos bosta”, munícipes realizaram, no último dia 31, uma espécie de funeral simbólico atestando a morte de do Rio Acaraú, na região central da cidade. O rio que que deságua na Baía do Itaguá, em Ubatuba, é considerado pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado) como um dos rios mais poluídos do Litoral Norte.

Importante área de bioma e manguezal, o rio, que funciona como um celeiro de vida para espécies da fauna marinha, sofre o despejo maciço de esgoto não tratado e a céu aberto, provenientes de habitações irregulares, casas e pousadas ao longo do seu percurso.

Área de desembarque de navios de cruzeiros e cartão postal da cidade, a bela baía do Itaguá tem vivido situação cada vez mais periclitante. Segundo Edgar, manifestações pacíficas como essa são para alertar turistas e a população para a morte de um rio tão importante para Ubatuba.

O protesto parodiou também as placas de indicação da Cetesb, e ao invés da já clássica bandeira vermelha indicativa da qualidade da água das praias, os manifestantes erguiam uma bandeira negra, na qual constava a denominação “morta" fazendo referência à Praia do Itaguá.

"Salve o Acaraú! O rio que temos não é o rio que queremos” foi também mensagem pelos cerca de 50 manifestantes que conduziram as cruzes da Praça da Baleia até o local de desembocadura do rio.

Segundo o boletim semanal de qualidade das praias, cinco praias, incluindo a Praia do Itaguá, estão consideradas impróprias para banho em Ubatuba.

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