• Fonte: Prefeitura de Ilhabela

Disque-denúncia é implantado em Ilhabela

Iniciativa disponibiliza ao cidadão um meio para colaborar com a Polícia, contribuindo para a integração entre a Corporação e a Sociedade Civil.

Foto: Divulgação/PMI

Com intuito de somar mecanismos que ampliem o raio de segurança no município, já está em funcionamento em Ilhabela o Disque-denúncia via Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) local.

Cada Conselho é uma entidade de apoio à Polícia Estadual nas relações comunitárias e se vinculam, por adesão, às diretrizes emanadas da Secretaria de Segurança Pública, por intermédio do coordenador estadual dos Conselhos Comunitários de Segurança. Formado por moradores do mesmo bairro ou município, mantendo reuniões mensais onde são tratados assuntos pertinentes ao bem-estar da comunidade como um todo, o órgão conta com diretorias municipais compostas por cinco membros da sociedade civil eleitos entre seus pares e dois membros natos indicados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado, sendo eles o comandante da Polícia Militar e o delegado titular do município.

Com a função de discutir e analisar, planejar e acompanhar a solução de seus problemas comunitários de segurança, desenvolver campanhas educativas e estreitar laços de entendimento e cooperação entre as várias lideranças locais, o Conseg – coordenado pela Secretaria de Segurança Pública do Estado – oferece alguns mecanismos e orientações de segurança para o dia a dia, entre eles, o Disque-denúncia.

Detentor de um serviço especializado e moderno, que pode ser utilizado via sites na internet ou ligação telefônica pelo 181, o sistema garante o anonimato do denunciante que não é obrigado a identificar-se durante a formalização da denúncia.

O processo, no caso da ligação – gratuita –, provê ao denunciante uma senha para acompanhar o andamento de sua denúncia que segue direto para uma central especializada, na qual a polícia local é acionada e dá a resolução ao problema. Pela internet, podem ser feitas através do link: http://www.ssp.sp.gov.br/servicos/denuncias/.

Tendo por ideia o combate direto ao crime, o Disque-denúncia abrange situações de violência, cativeiros de sequestro, foragidos da justiça, pontos de venda e uso de drogas, atitudes e pessoas suspeitas, violência contra crianças, violência doméstica, abuso contra idosos e os mais variados crimes podem ser denunciados, e mantém o atendimento à população 24h por dia.

Disque-Denúncia

O Disque-denúncia é um serviço de combate ao crime, operacional em alguns estados no Brasil. Foi concebido no Rio de Janeiro, em 1995, quando a cidade vivia uma dramática onda de violência.

A convite do MOVRIO (Movimento Rio de Combate ao Crime), entidade civil que arrecada doações privadas para dividir com o Governo do Estado os custos do programa, José Antônio Borges Fortes, Zeca Borges, engenheiro civil formado pela UFRJ, com experiência de quase três décadas no mercado financeiro, idealizou um serviço de atendimento telefônico que disponibilizasse ao cidadão um meio para canalizar sua indignação, levando-o a colaborar com a polícia, contribuindo para a integração entre esta e os cidadãos. Desse modo, qualquer cidadão pode ajudar as autoridades a combater o crime, e a segurança pública passa a ser uma questão não apenas de polícia, mas de cidadania.

Inspirado no similar estadunidense “Crime Stoppers“, o projeto brasileiro foi baseado nas seguintes exigências: garantia do anonimato do denunciante; garantia de que, mesmo sendo financiado parcialmente com fundos públicos, não sofreria qualquer ingerência política (todos os funcionários são terceirizados) e garantia de que o programa não fosse subordinado à Polícia.

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