• Da redação

Sem ajuda prometida com hospedagem, bailarinas embarcam para Portugal sem obter retorno do prefeito

Sem contar com a vontade política da Prefeitura ou da Fundart para o apoio financeiro com a hospedagem, a viagem só foi possível graças aos esforços pessoais dos familiares que venderam objetos e fizeram empréstimos para que a iniciativa não fosse prejudicada.

Escolhidas para representar o Brasil na categoria Ballet Clássico coletivo no Festival Norte de Dança (FND), o grupo de bailarinas, professora e equipe de apoio, embarcou nesta manhã rumo à cidade do Porto, em Portugal. As alunas, escolhidas para se apresentarem em um dos maiores e mais renomados festivais de dança europeu, se classificaram em um processo que envolveu cerca de 50 academias e 300 coreografias, e irão representar o Brasil e Ubatuba no evento. No último dia 27 de março, o representante dos pais ocupou a Tribuna Popular na 7ª Sessão de Câmara informando sobre o protocolo, na Fundação de Arte e Cultura de Ubatuba (Fundart), para que o Conselho Fiscal revisasse a negativa ao apoio financeiro para hospedagem, prometido pela Diretora Cultural da instituição, Camila Marujo. Além disso, a contadora Fabíola Mesquita expôs aos presentes o processo de arrecadação que foi realizado para o financiamento da viagem junto à empresários, pessoas físicas e barracas de alimentação nas festas da cidade, e clamou por apoio financeiro para que as bailarinas, em sua imensa maioria provenientes de famílias de baixa renda, pudessem representar Ubatuba no evento. Não sendo atendidas pelo Prefeito, Délcio Sato, e nem obtido retorno sobre a reconsideração da decisão pelo Conselho Deliberativo da Fundart, as alunas seguiram viagem nesta manhã, através dos esforços pessoais dos familiares que venderam objetos e fizeram empréstimos para que a iniciativa não fosse prejudicada. "Não surtiu efeito algum, não obtivemos retorno de nenhuma das instâncias do poder público", afirmou decepcionada Fabíola Mesquita. Encaminhado ao presidente da Fundação, o requerimento não seguiu ao Conselho Deliberativo por não existir vontade política e administrativa de rever a negativa. Curiosamente, a presidente do Fundo Social de Solidariedade, Sandra Sato, divulgou em suas redes sociais na tarde de ontem (10) um pedido público de apoio às alunas de uma academia particular de Ballet na cidade. Segundo a mãe de uma das bailarinas da Oficina, "não é possível entender como a Prefeitura se manifesta para pedir apoio para alunas de uma academia privada, cuja mensalidade custa cerca de R$ 300,00/mês, ou seja, pessoas que têm poder aquisitivo e, literalmente, vira as costas ao pedido de hospedagem das bailarinas da Oficina. O Ballet faz parte hoje de um dos projetos sociais mais importantes do município. Para mim, isso é um descaso e uma falta de respeito com os jovens de baixa renda (e seus familiares) que lutam por uma perspectiva melhor aqui em Ubatuba.”

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