• Da redação

Cirurgias estéticas em animais são proibidas

Cortar rabo, orelha ou arrancar as unhas são consideradas mutilações. Veterinário é proibido de fazer e tutores não podem pedir.

As cirurgias estéticas em animais, feitas para adequá-los às condições estéticas que seriam ideais para cada raça ou para evitar que eles tenham algum comportamento que o tutor não gosta, como latir ou miar demais e arranhar as coisas, são consideradas mutilações. Essas mutilações inibem um comportamento natural da espécie e, por esse motivo, são prejudiciais aos animais. Levando isso em conta, desde 2008, esse tipo de cirurgia é proibido no Brasil com base numa resolução do Conselho Federal de Medicina Veterinária (resolução nº 877) publicada no Diário Oficial da União. Além disso, mutilar animais, ato em que essas cirurgias se enquadram, é considerado crime de maus tratos, com penas que incluem multa e detenção, conforme o Art. 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº. 9.605). E tanto o tutor quanto o veterinário que realiza o procedimento são passíveis dessas penas. Esses procedimentos eram bastante comuns até o surgimento da proibição e, geralmente, eram feitos na busca para manter o padrão da raça, como cortar as orelhas de pitbull ou de doberman.

Algumas cirurgias podem ter consequências para o resto da vida Existem vários tipo de cirurgias estéticas. Mas, as mais comuns e as mais pedidas pelos tutores eram:

  • cortar o rabo

  • cortar as orelhas

  • extrair as garras

  • extrair ou mutilar as cordas vocais

Nos animais, as caudas são consideradas membros do corpo. No caso da caudectomia, cirurgia de retirada dos rabos, ela é considerada uma amputação. E ela pode trazer consequências graves. Como a região é repleta de nervos, um erro na cirurgia ou uma operação mal feita pode fazer com que o animal sofra com dores terríveis durante toda a sua vida. Pra quê fazer isso? Existe coisa mais fofa e mais gostosa de ver do que um animal expressar suas alegrias e seu carinho pelo tutor através do rabo? Outra crueldade sem sentido é extrair ou mutilar as cordas vocais dos animais para que eles se tornem silenciosos. Isso mesmo que você leu. Você deve pensar: Que tipo de ser humano faz isso e ainda acha que está certo? E extrair as garras dos gatinhos para que eles não arranhem os móveis? Para quem ama o seu pet, extrair as unhas dos gatos ou as cordas vocais de cães não faz sentido algum. Basta ter um pouco de bom senso, se não quer que o gato arranhe, não tenha gato. Se não quer que o cachorro lata, não tenha cachorro. É simples.

Cirurgias permitidas No entanto, as cirurgias consideradas reparadoras são totalmente permitidas. Só para citar algumas, entre elas estão as cirurgias de pálpebra para corrigir entrópio ou ectrópio e as necessárias após acidentes como atropelamentos ou traumas. Presenciou uma mutilação ou algum veterinário negociando a cirurgia proibida, denuncie!

Serviço Denúncias por telefone à Polícia Militar, ligue 190. Para denunciar pela internet: Delegacia Especial de Proteção aos Animais - DEPA: http://www.ssp.sp.gov.br/depa/DEPA/denuncia Ministério Público de São Paulo: uma@mpsp.mp.br

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