• Fonte: Prefeitura de Angra dos Reis

Oficinas terapêuticas como tratamento para crianças

Pintura artística no muro do Capsi estimula criatividade, expressão de sentimentos, coordenação motora, concentração e trabalho em equipe.

Foto: Divulgação/PMAngra

O Centro de Atenção Psicossocial Infantil (Capsi) de Angra é um serviço de Saúde Mental da Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Saúde, com o objetivo de prestar assistência ampla e integrada às crianças e aos adolescentes com transtornos graves, oferecendo cuidados clínicos e reabilitação psicossocial. Os usuários do serviço recebem atendimentos individuais, mas as oficinas terapêuticas são de extrema importância quando se fala em Saúde Mental. Trata-se de uma abordagem de dimensão integral em que são considerados os aspectos biológicos, psicológicos e sociais, que modificam o estado de saúde e a qualidade de vida do indivíduo. As oficinas terapêuticas desenvolvem a comunicação verbal e não-verbal, a autonomia, a autoconfiança, a criatividade, a expressão de sentimentos e conflitos, a concentração; promovem a reestruturação interior, a integração, a motivação, a redução da ansiedade, a (re)construção da autoestima; estimulam a sensibilidade, o interesse, o trabalho em equipe; proporcionam o aprendizado de habilidades manuais e artísticas; o planejamento e a criação de estratégias para o alcance de objetivos; dentre outros. No Capsi de Angra são realizadas oficinas terapêuticas de expressão plástica (artes), expressão corporal (brincadeiras e jogos coletivos) e expressão musical (Roda de Violão e Cantiga de Roda), além da oficina lúdica com brinquedos simbólicos e jogos. Os atendimentos individuais e as oficinas terapêuticas compõem o Projeto Terapêutico Singular de cada paciente conforme suas necessidades e interesses. É na oficina de expressão plástica, por exemplo, que um grupo de crianças com Transtorno do Espectro do Autismo está colorindo o muro do Capsi. Nesse momento, as crianças têm a oportunidade de interagir entre elas através da comunicação verbal e não-verbal, resolver conflitos internos/externos e são estimuladas a saber lidar com situações inesperadas como se sujar de tinta, além de saber respeitar o espaço do outro. A pintura coletiva também estimula a criatividade, a expressão de sentimentos, a coordenação motora, a concentração, a iniciativa, a sensibilidade e o trabalho em equipe. A artesã Daianny Chaves comenta que as crianças se sentem cada vez mais à vontade, a partir da pintura feita por elas na unidade, identificando um espaço de convivência e espontaneidade do qual fazem parte no coletivo e individualmente. - Muitas crianças desse grupo não se comunicavam entre elas e tinham resistência ao manuseio de tintas ou ainda não conseguiam trabalhar em equipe. Aos poucos e sem imposição, mas pela dinâmica da oficina, elas conseguem lidar com seus conflitos - constata a técnica. Compõem a equipe técnica do Capsi um psiquiatra, uma pediatra, uma homeopata, duas psicólogas, um enfermeiro, uma técnica de enfermagem, uma fonoaudióloga, uma assistente social e três artesãs, além de uma recepcionista e uma zeladora. Além de seus atendimentos específicos individuais, todos os profissionais participam das oficinas terapêuticas para que o tratamento seja composto pelo olha de cada técnico.

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