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Barco é apreendido após autuações por pesca proibida em Alcatrazes

Segundo ICMBio, barco levava turistas para pesca esportiva proibida em São Sebastião foi apreendido; barqueiro recebeu quase R$ 100 mil em multas desde 2016.

Barco é apreendido por pesca proibida em Alcatrazes (Foto: Edinéia Caldas Correia/ Instituto Chico Mendes)

Um barco pesqueiro foi apreendido após ser multado por pesca proibida no Arquipélago de Alcatrazes, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. O local é um santuário ecológico protegido por lei. A embarcação, apreendida em Bertioga nesta quinta (3), foi trazida para o litoral norte.

A operação foi comandada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com o apoio da Polícia Ambiental. O barqueiro, de 71 anos, é do litoral sul de São Paulo.

Segundo a coordenadora de proteção do ICMBio Alcatrazes, Edinéia Caldas Correia, o barco foi multado seis vezes desde 2016 – o equivalente a quase R$ 100 mil – por pesca esportiva irregular. “Ele [barqueiro] levava grupos de turistas ao arquipélago para a prática de pesca esportiva. Os grupos tinham em média de 8 a 15 pessoas”, disse.

Todos os turistas que acompanhavam o barco nos passeios, acrescentou ela, também foram multados. “Mais de sessenta turistas foram multados, mesmo dizendo que não sabiam que é proibido pescar no local”, afirmou.

Ela disse ainda que a pesca é proibida em todo Arquipélago de Alcatrazes. O valor das multas por pesca ilegal varia de R$ 1.400 a R$ 200 mil. A apreensão do barco é um desdobramento das operações que flagraram seis vezes a pesca ilegal promovida pelo barqueiro.

A recomendação do ICMBio é para que os turistas se informem melhor antes de embarcarem em programas de pescas esportivas. “A fiscalização vai continuar intensa, inclusive com a apreensão dos barcos”, enfatizou Edinéia.

Santuário ecológico

O Arquipélago de Alcatrazes tem 67 mil hectares e 13 ilhas a cerca de 40 quilômetros da costa de São Sebastião. O local, também usado como zona militar até 2013 para treino de tiro de guerra, tinha o acesso restrito e a visitação era permitida apenas com a intenção de pesquisa.

O local foi aberto à visitação em setembro do ano passado, desde que com o acompanhamento do ICMBio. O uso do espaço e recursos, como pesca e extração, continuam proibidos. O local é considerado berçário de espécies, inclusive em extinção.

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