• Da Redação

Se tem coragem de abandonar, melhor nem adotar

Abandono é crime. Mas não é só isso. É também um ato extremo de crueldade, de falta de humanidade e de civilidade. Uma pessoa que é capaz de abandonar, com certeza, é uma pessoa que só cuida do próprio umbigo.

Animais abandonados à própria sorte têm muito poucas chances de sobreviverem sozinhos nas ruas. Isso porque cresceram em uma casa e nunca tiveram que se preocupar com a própria sobrevivência. E tem também o lado emocional que entra em completo sofrimento por não entenderem o que aconteceu. Sem falar que, como não estão acostumados a viverem nas ruas, provavelmente sofrerão acidentes ou entrarão em brigas com outros animais.

Abandonar filhote é mais cruel ainda. Se não quer lidar com crias indesejáveis, castre seu pet. Seja cão, gato, macho ou fêmea.

Outro tipo de abandono bastante comum é o abandono emocional. A gente vê bastante por aí, pessoas querendo doar seus animais porque vão se mudar de casa e não tem mais espaço para ele, ou vão se mudar de país e não podem levar. E os piores, na minha opinião, os que “ficaram” grávidos e não querem mais o animal e aqueles que não têm tempo para cuidar do pet.

Vamos falar a verdade. Nenhuma dessas justificativas é válida. Todos passam por momentos difíceis ou de mudanças na vida. Mas ninguém abandona os filhos numa rua movimentada ou numa estrada deserta, esperando que alguém passe e resgate. Então, por que fazer isso com os animais? Eles também sofrem, sentem medo, se sentem desprotegidos e não sabem o que fizeram para merecer o abandono daqueles que eles amam incondicionalmente.

O problema é de todos. E cada um tem que fazer a sua parte.

Abandonando um animal você também cria um problema para as pessoas ao seu redor. Vai, com certeza, trazer transtornos para quem realmente se importa e decide que tem que fazer alguma coisa para livrar o animal que você jogou nas ruas do sofrimento, fome, sede e frio.

Aquele animal que você abandonou pode, sim, ser resgatado rapidamente. Aliás, isso é quase impossível. Animais abandonados à própria sorte se tornam invisíveis para a maior parte da sociedade.

É bem mais comum ele adoecer e levar dias, meses, até que alguém se compadeça e o resgate para tratamento. Podendo inclusive, ser tarde demais.

Mas nada disso importa para quem abandona. Nem saber que, ao abandonar, está causando problemas para a sociedade como um todo. Porque, de verdade, se ele só se preocupa com o próprio umbigo não vai se preocupar com as outras pessoas, não é mesmo?

Não vai se preocupar que a pessoa que resgatou o animal que ele abandonou não tem condições para resgatar, mas, mesmo assim, não conseguiu ficar indiferente ao sofrimento do animal. Não vai se importar que o pet abandonado crie confusão nas ruas com outras pessoas e muito menos, vai se importar em ajudar o abrigo de animais ou o protetor lotado que, porventura, tenha resgatado o pet que ele abandonou.

Mas, se cada um fizer a sua parte, tudo fica mais fácil.

Se, mesmo sem querer, mesmo que você sofra muito ao fazer isso, você tenha um pet e precise doar, ache alguém para ficar com ele e cuidar como se deve. Não passe o problema adiante. Nunca o abandone nas ruas ou em abrigos.

Aliás, abrigos não pegam animais dessa forma. Mesmo porque, a maioria está completamente lotada e com muito pouca ajuda para se manter.

Com sorte, nessa nova família ele vai encontrar o verdadeiro amor e cuidado que não encontrou com você.

Pense antes de adotar ou comprar um pet. Animais são seres vivos e não objetos. Se você é capaz de abandonar um animal indefeso, independente de idade ou vínculo emocional, e mesmo assim, dormir tranquilo, melhor adotar um cacto.

Conversar com plantas pode ser tão benéfico quanto conversar com um animal. E não dá tanto trabalho e nem gasto assim para manter.

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