• Da Redação

Leishmaniose visceral canina tem tratamento. E prevenção

Já há algum tempo, a eutanásia deixou de ser a única opção para conter o avanço da doença. Hoje em dia, medicações e medidas preventivas conseguem controlar a doença nos cães contaminados, fazendo com que eles não sejam mais transmissores para humanos e outros cães. Nas regiões em que a presença do mosquito transmissor é alta, a vacinação é a melhor forma de proteger o animal. Mas ela só pode ser feita quando se tem certeza que o animal não é portador do vírus.

A leishmaniose canina tem tratamento

A Leishmaniose visceral, também conhecida como calazar, é uma doença infecciosa que atinge seres humanos e animais. Ela é causada por um parasita do gênero Leishmania, que é transmitido pela picada de um mosquito flebótomo, mais conhecido como mosquito-palha ou birigui. Esses mosquitos têm hábitos noturnos, atacando suas vítimas em geral no entardecer e começo da noite, e dessa picada transmitem para o novo hospedeiro (animal ou o homem), a doença. A única forma de transmissão da Leishmaniose é a picada da fêmea de um mosquito palha infectada com o protozoário Leishmania chagassi.

Cães tratados não oferecem perigo de contágio

O diagnóstico precoce faz toda diferença no tratamento da Leishmaniose em humanos e em animais. Ele evita complicações que podem colocar em risco a vida da pessoa e do animal. E é de fundamental importância que o diagnóstico seja estabelecido porque os sintomas da leishmaniose visceral são muito parecidos com os sintomas da malária, esquistossomose, doença de Chagas e febre tifoide. O médico deve fechar o diagnóstico com base nos exames e sorologia para iniciar o tratamento o mais rápido possível.

Os cães com a doença só oferecem perigo de contágio enquanto eles não forem tratados. Ou seja, depende do tutor manter a saúde do animal e da própria família. Depois que se inicia o tratamento, o animal não oferece mais risco de contágio.

Existe mais de uma opção para tratar a doença em cães

Até pouco tempo atrás, no Brasil, o tratamento da leishmaniose em cães incluía sessões de quimioterapia e drogas imunossupressoras, check up periódico e dieta com baixa proteína.

Desde 2016, no entanto, a medicação mais utilizada na Europa para o tratamento da leishmaniose também se tornou disponível no Brasil. O Milteforan é hoje o tratamento de escolha para leishmaniose em cães no mundo todo. Sendo assim, hoje em dia, só não trata o animal com leishmaniose quem não quer. A medicação controla a doença e o animal deixa de ser transmissor pelo resto da vida. Exames de rotina continuam sendo necessários para monitorar a saúde geral do pet.

Prevenir é sempre melhor que remediar

Para prevenir a leishmaniose o melhor a se fazer é manter sua casa livre de criadouros do mosquito palha. Ele se reproduz em locais onde existe água parada e abundância de materiais orgânicos como folhas, frutos, fezes de animais, entulhos e lixo. Ele se alimenta do sangue de humanos e animais.

Mosquito-palha ou birigui, transmissor da Leishmaniose visceral

Para prevenir a doença em cães você deve vaciná-lo com a vacina específica, que deve ser administrada por médicos veterinários. Ela reduz a chance de contaminação do animal em cerca de 95%. A vacina pode ser aplicada em cães a partir dos 6 meses de idade. Mas antes de ser aplicada, todo animal deve passar por um teste chamado PCR para verificar se é ou não soropositivo. Apenas animais que não tenham o vírus podem ser imunizados com as vacinas existentes hoje no Brasil.

Outros cuidados com os cães e com toda família incluem a utilização de coleira repelente no seu melhor amigo. Existe uma opção no mercado que oferece proteção por até 6 meses.

Para quem mora em locais onde a presença do mosquito palha é intensa, a utilização de repelentes externos, prescritos por veterinários, principalmente no final da tarde é indicada. O uso de repelentes também vale para as pessoas.

Dentro de casa, utilize repelentes elétricos. De preferência, permita que seu cachorro durma dentro de casa, já que é no início da noite que os mosquitos estão mais ativos.

Não leve o cachorro para passear em locais em que exista água parada e suja, que são possíveis criadouros dos mosquitos palha.

É isso, hoje em dia, com o tratamento disponível, o sacrifício de cães doentes para prevenir a leishmaniose é uma prática ineficaz e sem o menor cabimento.

E lembre-se: a única forma de transmissão da Leishmaniose é a picada do mosquito palha. Mantenha sua casa e arredores livres de criadouros.

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