• Da Redação

Como lidar com o medo dos pets durante a Copa do Mundo

Muitos animais, tanto cães quanto gatos, têm fobias de barulhos altos. É um problema que atormenta a vida de muitos tutores por aí. Mas, lidar com a situação é mais fácil do que se imagina. Precisa apenas um pouco de comprometimento do tutor. Comprometimento de verdade!

Não é só o barulho dos fogos que acaba estressando o pet, a movimentação nas ruas e em casa modifica a rotina do animal sem que ele consiga entender o motivo. E isso assusta.

É bem verdade que, hoje em dia, algumas cidades já proíbem os fogos de artifício. Algumas, inclusive, fazem direito proibindo não só a soltura como também o comércio dos fogos. Mas, como brasileiro tem certeza da impunidade e sempre dá um jeitinho, tem muito espírito de porco que acaba burlando a lei, causando sofrimento e transtornos não só para os pets, mas como também para recém-nascidos, idosos, pessoas doentes e autistas, que se incomodam, e muito como o barulho dos fogos. Sem falar nos pássaros que muitas vezes são atingidos ou morrem do coração.

Mas, como não dá para fugir dessa situação, o melhor é aprender a conviver com ela.

Algumas dicas para lidar com a situação

Agora que a Copa já está aí, é correr atrás do prejuízo. Algumas dicas ensinam o tutor a ajudar o pet a passar pela Copa sem traumas ou consequências graves.

Mas, a dica de ouro é nunca deixar o pet sozinho. Cães e gatos reagem de forma diferente, mas uma coisa eles têm em comum: a presença do tutor acalma e dá mais segurança ao pet. O que evita acidentes com consequências muito sérias.

  1. Utilize calmantes fitoterápicos, florais ou suplementos à base de triptofano que ajudam a acalmar o animal durante as crises. Mesmo que o tutor esteja com o animal, utilizar um calmante fitoterápico prescrito pelo médico veterinário deixará o animal mais calmo, evitando um ataque cardíaco, por exemplo. Mas o calmante só deve ser prescrito pelo veterinário após o animal passar por consulta. Caso contrário, pode causar mais mal do que bem.

  2. Ansiolíticos e antidepressivos não devem ser utilizados para esse fim. Eles são indicados apenas para os animais que têm algum transtorno psicológico para os quais o adestramento e o tratamento alternativo não surtiram efeito.

  3. Sua postura ajuda muito. Mantenha-se calmo, sem dar importância aos fogos irá mostrar ao pet que o barulho é uma coisa normal e ele não precisa sentir medo.

  4. Providencie um local seguro para ele se esconder. Tais como caixa de transporte, casinhas, gavetas, debaixo de camas, armários ou poltronas. Esses lugares abafam o barulho e eles se sentem protegidos. Caso seu pet ainda não tenha escolhido um lugar, providencie um. Deixe alguns petiscos em um local seguro para estimulá-lo a ir para lá. Perto desses locais, escolha uma música suave e deixe tocando para ajudar a distrair o pet. No caso de gatos, é bom também deixar a água e a caixa de areia por perto.

  5. Se você tem um cão e ele vive apenas no quintal, permita que ele tenha acesso a um lugar seguro para se esconder, como lavanderia ou canil. Mas nesses casos a presença do tutor ainda é fundamental. Se não quer assistir aos jogos na lavanderia, deixe o animal ao seu lado na sala, numa cama ou outro canto em que ele possa se esconder. O ideal é ele ficar sempre dentro de casa.

  6. Para evitar fugas durante os jogos, cerifique-se de fechar corretamente os portões. E evite que o pet tenha acesso a eles e a qualquer muro baixo. Fugas podem significar atropelamentos ou envenenamentos.

  7. No caso de gatos, mais especificamente, muito cuidado ao abrir e fechar portas. Principalmente se você gosta de reunir os amigos em casa. Gatos são ligeiros e qualquer descuido do tutor, pode significar a rua para ele. Quem mora em casa deve ter atenção redobrada, inclusive se tiver alguma janela que não tenha tela de proteção.

  8. Evite a utilização de roupas, bandanas ou qualquer outro acessório se o pavor do barulho e da movimentação for muito grande. E peça aos amigos para não usarem cornetas ou qualquer brinquedo que faça barulho perto do pet.

  9. Nunca, jamais, de maneira alguma, prenda o animal com correntes ou mesmo guias. Na hora do pânico, ele pode se enforcar e até morrer.

  10. O pet deve portar identificação sempre. Seja medalha gravada ou escrito diretamente na coleira. Com a identificação, fica mais fácil ele ser devolvido se uma fuga acontecer.

  11. Por fim, mais uma vez, é muito importante que o tutor permaneça junto do animal durante o barulho dos fogos. Se você gosta de assistir aos jogos acompanhado, tente fazer a reunião na sua casa e permita que o animal permaneça ao seu lado durante os jogos. Apenas tenha cuidado com o entra e sai dos amigos para evitar fugas. Gatos que não gostam de muita movimentação, devem ser deixados dentro da caixa de transporte. Mas, ainda assim, na sua presença.

Tirar a sensibilidade do animal é garantia de sucesso

Treinar o animal para não se incomodar com o barulho, e nem com a movimentação, é a melhor saída. Em cerca de 90% dos casos, o treinamento obtém sucesso.

Se não der certo com o seu pet, ou você não fez o treinamento direito ou ele faz parte dos 10% para os quais o treinamento não surte efeito.

Para treinar o animal é necessário começar alguns meses antes. Como não dá para treinar para a Copa do Mundo, você pode começar a treinar para o fim do ano. Outra época em que os fogos incomodam bastante.

Para isso, você deve começar a reproduzir em volume baixo, um áudio com trovões ou barulho de fogos. Comece com curtos períodos de tempo e vá aumentando. Mas esteja sempre ao lado do pet para poder monitorá-lo. Tente distraí-lo durante a reprodução do ruído, brincando de atirar objetos para que o cão busque, brincando de esconder com o gato ou envolvendo o pet em alguma outra atividade agradável. Sempre que ele não se assustar e continuar brincando, recompense-o com petiscos. Vá aumentando o volume do áudio aos poucos. Se o seu pet estiver apavorado demais para participar, você deverá diminuir a intensidade do volume sonoro e tentar novamente em outro dia. Com o tempo, vá aumentando o volume até ele se acostumar com um volume razoável. Este processo é longo e requer paciência e comprometimento como já foi dito antes, mas no final seu pet, seja cão ou gato, se sentirá muito mais à vontade durante uma tempestade, no fim do ano ou em época de finais de campeonatos.

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