• Da Redação

Veganismo não é dieta, é estilo de vida

O veganismo cresce no mundo todo. O estilo de vida que propaga a compaixão pelos animais e pelo planeta e a não violência foi indicado pela ONU, mais de uma vez, como vital para salvar o mundo da fome, da escassez de combustíveis e dos piores impactos das mudanças climáticas.

Hoje vamos deixar os cães e gatos um pouquinho de lado e vamos falar sobre o Veganismo. Ao contrário do que muita gente pensa, o veganismo não é uma dieta. Ser vegano é um estilo de vida que abole completamente o consumo e o uso de qualquer coisa que tenha algum ingrediente de origem animal e, além da alimentação, inclui vestuário, bebidas e cosméticos. Quem é vegano também não compactua com a exploração animal em qualquer nível, seja cobaia em laboratórios ou como atração de espetáculos como rodeios, circos e touradas, muito menos, frequenta locais que se utilizam de animais para entretenimento, como passeios de charretes e hotéis fazenda. E vegano não compra animais de estimação, porque, é lógico, amigo não se compra. E o comércio de animais, principalmente o clandestino, é uma exploração cruel desses seres.

Ao contrário do vegetarianismo, que é exclusivamente uma dieta, o veganismo não tem meio termo. Ou você é ou não é.

No vegetarianismo (a dieta) existem várias classificações:

  • Vegetarianismo estrito - que não come nada que tenha origem animal (carne, ovos, leite, laticínios);

  • Ovolactovegetarianismo - que não come nenhum tipo de carne, incluindo peixe, mas consome leite, laticínios e ovos;

  • Lactovegetarianismo – não consome carne nem ovos, mas consome leite e laticínios;

  • Ovovegetarianismo – não consome carne, leite e laticínios mas pode consumir ovos e produtos que contenham ovos em sua alimentação.

Já no veganismo, qualquer item que tenha algum ingrediente de origem animal o consumo é proibido. E isso inclui até alimentos, bebidas, cosméticos e maquiagens que incluam corantes que tenham origem animal, como o vermelho cochonilha que é feito com esses insetos torrados e esmagados. Sem falar nas roupas de couro ou de seda, no mel e, até mesmo, a gelatina.

Go vegan!

Não é mimimi, nem radicalismo, ou você é ou não é.

Para quem procura se tornar vegano, existem alguns caminhos. Tem gente que consegue se tornar vegano de um dia para outro, mas tem gente que não.

A grande maioria começa com a alimentação, por compaixão aos animais. Mas tem gente que prefere começar excluindo itens de vestuário ou cosméticos. Tem gente que deixa de consumir qualquer coisa que tenha origem animal de uma hora para outra. Tem gente que vai diminuindo o consumo ao mínimo que pode, até que uma hora, deixa completamente de consumir. Não existe uma receita.

O que existe é um caminho, às vezes longo, às vezes mais curto. São passos que a pessoa dá em direção ao veganismo. O que não se pode é acreditar que é sem realmente ser, porque aí não existe lucro. Nem para você e nem para o planeta.

Criação de animais para consumo é desastrosa para o meio ambiente

A criação de animais para consumo produz impactos negativos diretos no meio ambiente. Segundo a Organização para as Nações Unidas (ONU), o setor de produção animal para consumo é um dos três maiores responsáveis pelos mais sérios problemas ambientais cujos danos se refletem em todas as escalas, desde a local até a global.

Impacto ambiental

Os impactos se refletem também no uso de água potável. Para se produzir 1 Kg de carne são desperdiçados mais de 17 mil litros de água. Já para produzir 1 kg de manteiga, são necessários 18 mil litros de água. Água que, num futuro bem próximo, pode faltar para os seres humanos beberem.

Consumo de água para produção de alimentos e bebidas

A compaixão fala mais alto

Mas, a grande motivação de todo vegano é sempre a compaixão pelos animais. Todo vegano entende que os animais são seres em evolução, assim como os humanos. E, como os humanos, também têm o direito de viverem livres sobre a Terra.

Nenhum vegano consegue entender como é possível as pessoas serem complacentes com o estupro mecânico de uma vaca para se produzir o leite. Leite que só é produzido quando a vaca está prenhe e amamentando. Mas, nesses casos, os bezerros machos nascidos das vacas leiteiras são arrancados da mãe ao nascerem. Os que têm mais sorte, vivem alguns meses acorrentados para não criarem músculos e serem vendidos como baby beef. Os de menos sorte, são abatidos com dias de nascidos para virar a tal “apreciada” vitela. São apenas bebês. Se não consegue fazer a associação entre bebês e bezerros, pense nos filhotinhos lindos de cães e gatos que já passaram por sua vida. É a mesma coisa. Já as fêmeas são condenadas desde o nascimento a viverem escravizadas e exploradas, presas numa baia durante toda a vida para “dar” seu leite para o consumo humano.

A exploração animal é tão cruel e feita nas mais variadas formas que, para descrevê-las, teria que escrever um livro. Mas você pode fazer parte da solução. Pense nisso. Se tornar vegano é uma opção que vai fazer bem para sua saúde, para sua consciência e para o planeta. Mas, se vegano ainda é demais para você, comece pelo vegetarianismo. Mesmo assim, o planeta e os animais agradecem.

Tabela com a expectativa de vida dos animais criados para abate e na natureza

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