• Da Redação

Tem jeito certo de fazer proteção animal

Para dar bons resultados, a proteção animal tem que ser feita do jeito certo. Não é só resgatar da rua e enfiar num abrigo. Tratar as doenças, proteger contra vermes, pulgas e carrapatos, vacinar e, mais importante, castrar, são itens básicos na proteção animal. Feita corretamente, os resultados logo aparecerão nas ruas e os protetores não acharão que sofrem em vão.

Sem castração o problema nunca terá fim

É verdade que todos temos responsabilidade sobre os animais abandonados nas ruas. Se o problema apareceu para você, não espere ajuda do governo ou de entidades protetoras, tente resolver da melhor maneira possível que é encontrando um novo lar para o animal, cão ou gato. Mas antes de encontrar um novo lar, você terá que alimentar e tratar. E, pelo menos, cuidar do banho e das pulgas e carrapatos. Se tiver condições, castrar. Não só para ficar tranquilo com a consciência, mas principalmente, para ter a certeza que mais dia, menos dia, os filhotes desse animal não irão cruzar o seu caminho.

É claro que se você só pode alimentar e dar água, ninguém vai te cobrar por isso. É o que você pode fazer e já está bom demais não deixar o animal morrer de inanição. Porque isso sim, é cruel demais. E se você conseguir a tão sonhada família para tirá-lo das ruas, você já está no lucro.

Existem protetores e protetores

Mas, para quem escolheu fazer disso uma opção de vida, o caso é diferente. Pessoas ou entidades que se comprometem a fazer proteção animal, não importa a razão que as motivou, precisam fazer do jeito certo.

Porque, se não fizerem, todo o trabalho será em vão. Elas estarão apenas “enxugando gelo”.

“Tira da rua e coloca no abrigo, tira da rua e coloca em lar temporário, tira da rua e doa para qualquer um, tira da rua e não trata as doenças, tira da rua e não castra, resgata de canil clandestino e doa sem castrar”, todos já sabem que quando isso acontece, os problemas do abandono e da crueldade continuam existindo.

Para fazer a proteção animal do jeito certo e que dará resultados num futuro próximo é preciso resgatar, tratar doenças, dar vermífugo, aplicar medicamentos contra pulgas e carrapatos, alimentar e doar o animal vacinado e castrado.

Vacinação é item básico na prevenção de doenças e na proteção da família

A vacinação é item básico na saúde dos pets, sejam adultos ou filhotes. Ela impede que doenças com alto grau de mortalidade, como parvovirose e cinomose, atinjam o animal. É mais seguro para quem doa e para quem adota. Sem falar que é muito mais fácil doar um animal já vacinado. Nem que seja com uma ou duas doses da vacina.

E assim como acontece com as doenças que atingem os seres humanos, quando a vacinação é maciça, o vírus deixa de circular ou, pelo menos, diminui o raio de circulação. O que é importante para diminuir a exposição de qualquer animal à doença.

E também dos humanos da família. A vacinação protege a integridade da saúde de todos que moram ou lidam com o pet. E isso inclui os protetores e também quem faz lar temporário.

A castração é o que garante que todo esforço não será em vão

Já a castração garante que no futuro próximo, esses mesmos protetores não tenham que resgatar o animal que doou sem castrar e sua ninhada. Pois, acontece muito de pessoas abandonarem o próprio pet porque ficou prenhe ou, mais cruel ainda, abandonem os filhotes recém-nascidos à própria sorte.

E o problema volta para os mesmos protetores. Muitas vezes, dobrando de tamanho.

Para dar resultados, o ideal seria que os animais só fossem doados castrados e ainda fossem acompanhados pelos próprios protetores durante um tempo após a adoção. Mas a gente sabe que isso é quase inviável. É muito animal para um só protetor.

O que dá para fazer e que ajuda muito a diminuir o problema dos animais abandonados são duas medidas. Uma é até simples e a outra mais complicada.

A primeira medida é acompanhar o animal até a castração, em qualquer hipótese. Assim, se alguma coisa acontecer no meio do caminho, o protetor estará lá para amparar o animal.

A outra medida é sempre, em qualquer situação, doar vacinado e castrado. Mesmo quando o animal ainda é filhote e não atingiu a idade necessária para a castração. O ideal seria que ele ficasse em lar temporário até que possa ser castrado.

A castração antes de doar é o que garante que todo esforço do protetor não será em vão

Não fique com medo de que ele acabe crescendo e diminua o interesse dos adotantes. Quem pensa assim, quase nunca é um bom adotante. E, provavelmente, irá abandonar o animal quando ele crescer e perder a graça de filhote.

Mas, se não der mesmo para esperar pela idade certa para a castração, doe o animal com a castração garantida quando chegar a hora. Mas, nesse último caso, infelizmente você terá mais trabalho porque é você que terá que acompanhar o animal de longe e levar o animal para a castração quando chegar a hora. Porque tem muito tutor que se compromete a levar o pet para castrar e, na hora H, desiste ou dá infinitas desculpas para que isso não aconteça.

Castração é para as fêmeas e também para os machos

E não é só castrar fêmeas. Cadelas fêmeas entram no cio a, aproximadamente, cada seis meses. Gatas procriam um pouco mais. Enquanto machos, tanto cães quanto gatos, podem procriar diariamente, principalmente aqueles que os tutores soltam para dar suas voltinhas sozinhos pelas ruas. Fazendo as contas, é muito animal abandonado no futuro não é mesmo?

Portanto, assumiu seu papel na proteção animal, doe animais vacinados e castrados. Se todos fizerem isso, a médio prazo os resultados já serão vistos nas ruas. E os protetores não estarão mais “enxugando gelo” nem sofrendo por não conseguirem ajudar a todos os animais que cruzam o caminho deles.

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