• Da Redação

Não pode resgatar? Existem várias formas de ajudar organizações e protetores de animais

Com a imensa quantidade de animais vagando pelas ruas e precisando de ajuda, é muito fácil se sentir impotente. Mas a boa notícia é que existem muitas formas de ajudar a amenizar esse problema social, mesmo que você não possa resgatar ou abrigar nenhum animal.

Um voluntário faz toda diferença na vida dos cães de abrigos - Foto: Divulgação

A maior parte dos animais em situação de abandono infelizmente já teve um tutor. Eles foram abandonados seja porque ficaram velhos, porque dão mais trabalho do que o antigo tutor pensava ou, simplesmente, porque ficaram doentes e começaram a dar gasto. Cruel.

Mas também existem os casos de ninhadas inteiras que nascem nas ruas e sobrevivem por algum tempo. Cães sobrevivem nas ruas em média 5 a 7 anos, se tiverem sorte.

No caso de gatos, apesar de mais independentes e ariscos, a situação é ainda mais desesperadora. Na maioria das vezes, gatas não castradas têm uma cria atrás da outra e quase nunca são resgatadas e castradas. E a ninhada que consegue sobreviver nas ruas começa a dar cria também.

Voluntário faz diferença na vida de cães e gatos que vivem em abrigos - Foto: Divulgação internet

A responsabilidade social de ajudar um animal que esteja em situação de abandono é de todos nós. Mas, nem sempre, naquele momento, temos condições para resgatar, tratar e encontrar um novo lar.

Se você se sensibiliza com a situação e quer fazer parte da solução, mas não tem ideia de como fazer, saiba que existem várias formas de ajudar. E você pode fazer isso através de Ong’s e associações ou simplesmente, formar um grupo de amigos para conseguir ajudar os animais que aparecerem perto de você.

Formas de ajudar Ong’s, associações e protetores independentes

Se não puder ajudar resgatando e tratando, você pode ajudar:

  1. Fazendo lar temporário (se tiver espaço em casa)

  2. Apadrinhar um animal resgatado (nesse caso, todos os gastos e necessidades do animal até ele conseguir um novo lar, serão por sua conta, mesmo que ele esteja em algum abrigo ou lar temporário)

  3. Ajudar com doações que podem ser em dinheiro ou medicamentos, ração, produtos de limpeza, produtos de higiene, cobertores, vermífugos ou qualquer outra coisa que eles precisem no momento.

  4. Doar uma castração. Mesmo que seja uma a cada mês ou dois meses, você já estará fazendo parte da solução e não do problema.

  5. Se não tiver condições financeiras para fazer doações, você pode ajudar com trabalho voluntário. Existem várias formas de ajudar com trabalho voluntário, como dar banho nos animais, passear com os cães, ir ao abrigo algum dia por semana para ajudar a tratar os animais e fazer a limpeza diária, dar carona solidária quando for necessário, ajudar em bazares e eventos de arrecadação de fundos e até mesmo ir visitar para fazer companhia e dar carinho já é uma boa coisa.

  6. Dependendo da sua profissão, você também poderá ajuda-los com aquilo que sabe fazer de melhor, como desenvolver sites, criar peças publicitárias, fazer eventos para conseguir doações, fotografar os animais para os posts de adoção, ajudar na contabilidade e na parte administrativa da associação. São muitas as formas de fazer um trabalho voluntário. Informe-se.

Mesmo nos abrigos, cães precisam de exercícios - Foto: Divulgação internet

Formas de ajudar através de um grupo de amigos

Se ajudar uma associação não se enquadra naquilo que você acha melhor, você pode formar um grupo de amigos para situações de emergência em que animais precisem de ajuda.

Procure um veterinário que se comprometa a cobrar valores menores para o grupo, determine funções como o responsável por fazer lar temporário, o que vai dar carona para levar no veterinário etc. E, quando a situação surgir, todos têm que estar comprometidos em fazer o que se propuseram. Dividam os custos com o tratamento, a castração e a medicação. Quando o animal estiver pronto para adoção, todos também têm que se comprometer a divulga-lo e tentar encontrar uma nova família para ele.

Animais comunitários

Muitos animais que vivem nas ruas são tratados por um grupo de moradores ou de comerciantes. Eles são chamados de animais comunitários. Algumas pessoas são escolhidas para alimentar, aquecer e cuidar da higiene no dia a dia. Outras se comprometem a arrecadar dinheiro de todos que quiserem ajudar se o animal precisar de auxílio veterinário. Geralmente, todos ajudam a adquirir uma casinha ou abrigo para o animal ter onde se esconder do mau tempo. E assim, todos fazem um pouquinho e mesmo que o animal continue vivendo nas ruas, pelo menos tem alimento, água, carinho e uma vida digna. E, se a oportunidade surgir ou quando ele ficar velhinho, talvez ele tenha a sorte de conseguir uma família.

Animais comunitários são protegidos por lei - Foto: Divulgação

Água e comida todos podem dividir

Se a única coisa que você pode fazer é alimentar e dar água. Ótimo também! Deixe um pote com ração e, principalmente água fresca, de preferência na sombra, para os animais que vivem nas proximidades da sua residência se alimentarem e hidratarem.

No caso de gatos, você pode colocar a ração e a água num lugar mais alto para evitar que eles se tornem presas para algum cachorro solto pelas ruas.

Mesmo que você não possa coloca-los para dentro da sua casa, eles não vão incomodar. Vão chegar, comer, beber e cuidar da vida depois. No máximo, quando te encontrarem, vão pedir um carinho porque ninguém é de ferro, não é mesmo?

Mas, se nenhuma dessas formas de ajudar se enquadra no seu estilo de vida, você pode ajudar divulgando os animais para adoção e conscientizando pessoas a adotarem ao invés de comprarem animais. Assim, quando um encontra um lar, dá lugar para outro ser resgatado. Pense nisso!

Água e comida todos podemos dividir. E vai fazer muita diferença na vida de cães e gatos que vivem nas ruas - Foto: Divulgação internet

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