• Da Redação

Comércio de animais, não estimule essa prática

O comércio de animais é uma das atividades mais cruéis que existem. E para piorar, existem os criadores clandestinos. Aquele filhote fofinho que você comprou veio de pais maltratados, explorados e escravizados a vida toda. Não importa se o lugar é certificado ou clandestino, a exploração é a mesma. Amigo não se compra, pense nisso!

A maioria dos animais procria mesmo estando abaixo do peso ou doentes - Foto: Divulgação

Todo cão ou gato, quando bem cuidado, é sempre muito lindo e fofo. Não importa se tem raça ou se é SRD (Sem Raça Definida). Na realidade, é impressionante notar que a maioria deles, quanto mais misturado, mais bonito.

Mas tem muita gente que não pensa assim.

Apesar da imensa quantidade de cães e gatos abandonados na rua ou jogados dentro de abrigos, tem muita gente que só quer saber de animais de raça. É uma pena!

O comércio de animais é uma prática cruel. Não importa se o canil ou o gatil é certificado ou se é clandestino. A única coisa que melhora entre um e outro são as condições de saúde das matrizes e de limpeza dos lugares onde são mantidos os animais. Só isso. A escravidão é a mesma. Pode até ter graus diferentes, mas continua sendo escravidão.

Animais são presos para cruzarem - Foto: Internet

Os animais são explorados e obrigados a procriarem cio após cio. Existem criadores que até prendem os animais durante a cruza para obterem sucesso. A vontade do animal nunca é respeitada.

E depois de uma vida de escravidão, quase todos são descartados nas ruas para morrerem. Ou mandados para eutanásia porque, nessa altura, depois de tantos cruzamentos e maus cuidados já estão muito doentes. A maioria deles, machos e fêmeas, desenvolve algum tipo de câncer. E aquele ser humano (?) que os explorou durante anos, ao invés de providenciar tratamento e cuidados, abandona à própria sorte ou manda sacrificar.

E fica ainda pior

Para se tornar um canil ou um gatil certificado é preciso seguir várias normas que garantem a boa procedência e a saúde do animal, pagar algumas taxas e a criação do canil ou gatil como pessoa jurídica. Por isso, grande parte dos criadores opta por ser clandestino.

Eles geralmente vendem os animais a preço mais barato, geralmente, não todos. E quase sempre não têm pedigree. Alguns chegam até a falsificar o pedigree, para ver onde chega a malandragem. E o maior posto de venda deles é pela internet, em sites de venda como o Mercado Livre ou o OLX.

Começam criando em casa, com um casal e, quando percebem que o negócio é lucrativo, aumentam o número de animais. Mas as condições em que vivem a maioria desses animais é desesperadora.

Canil de galgos - Foto: Divulgação PM

Alguns vivem em gaiolas, outros não veem a luz do sol a vida toda. Vivem em meio aos próprios dejetos. Ficam doentes e não são tratados como deveriam. E, mesmo doentes, continuam procriando até não conseguirem mais. Depois disso, se não morreram depois do último parto ou da última cruza, são descartados nas ruas. A maioria desses animais, nem mesmo é vacinada corretamente.

Vira e mexe, a gente vê notícias sobre estouro de canis e gatis clandestinos. Infelizmente, como as leis são brandas, os proprietários quase sempre saem impunes ou apenas pagam multas. E a prática continua, incentivada pelas pessoas que, mesmo sabendo disso, preferem um animal de raça. E, de preferência, mais barato do que o valor de mercado.

Gatos eram mantidos em gaiolas em gatil do DF - Foto: Divulgação Polícia Civil

Criar animais de qualquer espécie de forma clandestina é crime. Caso tenha alguma informação, denuncie para a Polícia Militar ou na Depa – Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (http://www.ssp.sp.gov.br/depa).

Nem sempre se leva o que comprou

O resultado da ganância é que, muitas vezes, são vendidos filhotes que não estão em boas condições de saúde ou que apresentam problemas genéticos e que não deveriam ser vendidos. Alguns ainda vendem os filhotes com atestado de saúde e vacinação falsos.

Basta dar uma busca pela internet e você encontra relatos de pessoas que compraram filhotes que vieram doentes, às vezes com doenças que seriam evitadas com a vacinação correta, ou então com problemas genéticos como fenda palatina, problemas cardíacos, displasias, alergias, câncer, entre outros. A grande maioria perde os filhotes, alguns após tentativas de salvar a vida do animal e outros nem têm essa chance. E terminam sem o animal, sem o dinheiro e ainda têm que pagar a conta do veterinário.

O comércio de animais, certificado ou clandestino, é um dos principais responsáveis pelo surgimento de várias doenças congênitas e hereditárias nos animais de raça. E também pela expansão desse número.

Aquele filhotinho bonitinho veio de pais maltratados e, geralmente, em péssimas condições de saúde. - Foto: Divulgação

E não são só as doenças que acabam dando dor de cabeça. As informações erradas passadas pelo vendedor sobre convívio com pessoas e outros animais ou sobre o comportamento da raça podem causar danos como ataques, que podem ser fatais, e outros problemas no futuro.

Essa é a triste realidade dos animais utilizados em canis e gatis. Comprando um animal de raça, seja de um canil certificado ou de um clandestino, você está incentivando que essa crueldade continue. Reveja seu modo de pensar. SRD’s são magníficos e capazes de amar e serem tão fofos quanto um animal de raça!

E tem mais, amigo não se compra!

Matriz de uma fábrica de filhotes nos EUA. Prática acontece em vários países - Foto: Internet

[ Charge ]_______________________________

Deixe aqui sua opinião de tema e comentários

Obrigado! Mensagem enviada.