• Fonte: Prefeitura de Ilhabela

Projeto Cozinheiros Sem Fronteiras tem nova ação em Ilhabela

O projeto chegou ao Brasil há cerca de três anos e se configura como um braço social da Aregala Internacional (Associação de Restauradores Gastronômicos da América), entidade gastronômica existente há mais de 30 anos, e presente em quase 60 países.

Foto: Divulgação/PMI

Jovens e adultos de Ilhabela participaram entre os dias 23 e 25 deste mês, e pela segunda vez, de ações sociais do projeto Cozinheiros Sem Fronteiras, realizadas com apoio da Prefeitura por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e do Turismo.

O projeto Cozinheiros Sem Fronteiras chegou ao Brasil há cerca de três anos e se configura como um braço social da Aregala Internacional (Associação de Restauradores Gastronômicos da América), entidade gastronômica existente há mais de 30 anos, e presente em quase 60 países.

Há aproximadamente dois anos, três empresários ilhéus que atuam no segmento da gastronomia foram convidados pelo diretor nacional e vice-presidente mundial da Aregala, Celso dos Santos, a assumir a diretoria do Cozinheiros Sem Fronteiras no Litoral Norte de São Paulo, missão abraçada por eles, como contou Regiane Moraes, consultora gastronômica e gestora de projetos.

“No início, quando trouxemos esse projeto para ilha, entramos em contato com o PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador), buscando saber qual era a idade mais defasada na questão de emprego, e por meio de uma pesquisa, vimos que eram os adolescentes. Há muitos cursos aqui, para adultos, para crianças, mas percebemos uma oportunidade de agregar conhecimento para o público adolescente. Então, nossa ideia foi não dar o peixe, mas ensinar a pescar”, comentou Regiane.

Em uma parceria com a coordenação pedagógica de um dos colégios do município, os responsáveis pelo projeto realizaram uma pré-seleção de adolescentes para que participassem das oficinas, além das ações voltadas ao público em geral. O projeto tem cunho social e busca despertar nos participantes o interesse pela gastronomia, abrindo caminhos para uma possível predileção pela profissão de cozinheiro e pela carreira de chef.

Em um dia e meio, os alunos aprendem sobre o mercado de trabalho da gastronomia, higiene e cuidado com os alimentos, pré-preparo, entradas, prato principal e sobremesas, ou seja, os vários âmbitos de uma cozinha profissional.

Todas as ações trazidas à Ilhabela aconteceram de forma gratuita, com apoio também de empresários locais que colaboraram com doação de insumos, material de divulgação, cedendo o local e os equipamentos para a montagem da cozinha na qual as oficinas foram ministradas, inclusive a participação dos chefs, que foi voluntária.

“É uma ação de educação social. Buscamos alcançar classes menos favorecidas, que teriam dificuldade de frequentar uma aula de gastronomia em uma faculdade, por exemplo. Damos um pouco de informação e motivação”, explicou Celso dos Santos.

O vice-presidente mundial da Aregala comentou ainda que um dos objetivos do Cozinheiros Sem Fronteiras é mostrar aos participantes que empreender é possível, e complementou: “aqui, eles têm acesso à informação de primeira linha, com chefs renomados e saem atualizados sobre o mercado da gastronomia; ao fim da ação, todos recebem um certificado, ou seja, é uma grande oportunidade. Somos uma gota no oceano ainda, mas é como podemos colaborar. E com o apoio da Prefeitura agora, o projeto já cresceu, e ano que vem estará melhor”.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico e do Turismo, Ricardo Fazzini, uma ação como essa vem ao encontro do que se tem buscado para Ilhabela no sentido de aperfeiçoar a mão de obra local e proporcionar oportunidades ao cidadão. “É ótimo quando pessoas se mobilizam a favor do próximo, e projetos como esse, gratuitos e que vêm somar aos nossos cursos já existentes, são sempre bem-vindos e terão nosso apoio”, comentou Fazzini, que disse ainda que a ação não para por aí. “Já há planejamento para o ano que vem de uma capacitação gastronômica com chefs internacionais que virão para Ilhabela por um período mais longo, para um evento que compreenderá as cozinhas internacional e caiçara. A ideia, é trazer isso à população a um custo baixíssimo, promovendo a capacitação contínua do trade de gastronomia local”, concluiu o secretário.

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