• Da Redação

Sexta secretária de Educação do governo Sato, Pollyana Gama assume em Ubatuba

Enfrentando uma agenda de muitos retrocessos e desafios na área da Educação do município, a nova secretária, que residia em Taubaté, assume a pasta com o maior orçamento da administração.

Fotomontagem: Portal Costa Azul

Em meio ao corte do período integral de creches, diminuição da carga horária dos professores e o fim da progressão salarial por aperfeiçoamento dos docentes, a nova secretária promete nortear seus trabalhos focando na educação infantil, na melhoria dos índices do IDEB e na formação de professores.

Com o pior índice referente aos anos finais do ensino fundamental na região, Ubatuba não atingiu a meta do IDEB em 2017. A cidade, que possuía a meta de 5,4, contabilizou apenas 4,8, refletindo a extrema fragilidade pedagógica dos estudantes na transição ao ensino médio (do 8° ao 9° ano).

A alta demanda por creches no município, outro desafio não superado pela equipe do governo Sato, que sem um norte pedagógico debate-se em incessantes trocas de secretários, está entre as prioridades fiscalizadas pelo Ministério Público Federal. Segundo o órgão, a prefeitura tem o dever de cumprir até 2021 com a meta da universalização da educação básica das crianças de 0 a 14 anos em Ubatuba.

Aliado a esses desafios, a comunidade escolar, pais, professores e estudantes universitários, aguarda ansiosa o cumprimento das inúmeras promessas de campanha não realizadas na área da Educação.

A implantação do período integral na rede municipal, a valorização da capacitação dos profissionais de educação, bem como a faculdade de medicina estão hoje entre as diversas ações tão anunciadas nas redes sociais que até agora não foram cumpridas pelo prefeito Délcio José Sato. Segundo ele, que chegou a anunciar equivocadamente a primeira turma de 60 alunos de medicina para agosto de 2018, a experiência da nova secretária “com certeza contribuirá na busca de recursos e benefícios para a Educação do nosso município”.

Os munícipes, porém, desacreditados com as inúmeras trocas e expectativas frustradas de mudanças na área, reagiram com muita desconfiança frente ao anúncio da nova secretária.

Segundo Márcia Vieira, moradora de Ubatuba, “ o principal problema é que a nova secretária não conhece a cidade, as escolas e a necessidade de cada comunidade que aqui é muito diversificada. Temos ótimos profissionais capacitados na cidade. Mas por questões políticas não são convidados”, afirmou a munícipe.

A interminável danças das cadeiras na administração

Além das mudanças na secretaria de Educação, o prefeito Sato anunciou novamente modificações no primeiro escalão de sua equipe. Habitação, Meio Ambiente e Administração terão novos titulares. Com essas trocas o governo já ultrapassa 50 modificações em um período de 25 de meses de governo, ou seja, uma média de dois secretários são trocados, remanejados ou modificados por mês governado.

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