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Após cassação do prefeito, vice toma posse em Ilhabela

Cerimônia de posse foi na noite desta terça (21) em sessão na Câmara. Impeachment de Márcio Tenório foi na última quinta (16). 'Embora muitos possam pensar o contrário, estou preparada', disse Gracinha.

Gracinha tomou posse em sessão na Câmara na noite de terça-feira (21) — Foto: Câmara de Ilhabela/Divulgação

Cinco dias após o impeachment do prefeito de Ilhabela (SP), a vice, Gracinha (PSD), tomou posse do cargo na noite desta terça-feira (21). Ela assume a função depois que aCâmara cassou o mandato de Márcio Tenório (MDB) por irregularidades na contratação de um evento que não ocorreu, mas teve o pagamento antecipado. (leia mais abaixo)

A cerimônia de posse foi por volta das 20h em uma sessão extraordinária na Câmara. Gracinha faltou à primeira convocação para tomar posse, na última sexta-feira (17).

A assessoria dela alegou que ela estava mobilizada, junto com a Defesa Civil, tomando providências para solucionar os problemas causados pelas fortes chuvas que atingiram o município.

A prefeita fez o juramento e assinou o documento de posse na Câmara. Ela fica no cargo até 2020.

"O motivo como chego ao posto de prefeita não é, nem de longe, a forma com que sonhei. Não tecerei comentários sobre os motivos que me levaram a assumir essa responsabilidade. A Justiça dos homens e de Deus que tem que julgar, não cabe a mim. Não me furtarei dos desafios a mim impostos e, embora muitos possam pensar o contrário, estou preparada para levar os compromissos assumidos no palanque, honrando os votos de quem votou na nossa chapa", disse.

Gracinha tem 58 anos, é baiana e mora em Ilhabela desde a adolescência. Em sua trajetória, atuou como doméstica e recepcionista. Em 1996 ela entrou para política, sendo eleita vereadora por dois mandatos consecutivos.

Ela concluiu o ensino médio aos 46 anos e é graduada em gestão pública. Casada, é mãe de três filhas e tem oito netos.

Denúncia

De acordo com a denúncia averiguada pelos vereadores, por meio de uma comissão processante, a prefeitura fechou um contrato com uma empresa para promoção do evento musical, em janeiro. Esse contrato previa shows de sambistas como Leci Brandão e Dudu Nobre, mas foi cancelado por problemas de balneabilidade das praias e chuva.

Segundo a denúncia, mesmo cancelado, a prefeitura fez o pagamento antecipado à empresa organizadora. O evento custou mais de R$ 500 mil, o que teria provocado dano ao erário. O prefeito cassado defendeu, durante o processo, que o valor foi ressarcido e não houve dano ao erário. Ele foi à Justiça para tentar suspender a decisão da Câmara.

O prefeito sustenta que, em fevereiro, o dinheiro foi devolvido aos cofres públicos e que a motivação da comissão que cassou o mandato é política.

A votação no processo por improbidade administrativa ocorreu um dia depois de Márcio Tenório ter sido afastado do cargo durante uma operação da Polícia Federal. A Operação Prelúdio II apura crimes de fraude a licitação, superfaturamento de preços, corrupção ativa e passiva, lavagem de capitais e associação criminosa.

A comissão processante da Câmara não teve nenhuma relação com a ação da PF.

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