• Da Redação

Egocentrismo é o inimigo das coisas bem feitas. Na proteção animal também.

A necessidade que alguns seres humanos têm de levar o crédito naquilo que faz, mesmo que seja em ações de solidariedade, acaba atrapalhando e criando desunião em uma área onde a união sempre faz a força e traz mais resultados.

Quem perde são sempre eles, os animais, que deveriam ser o foco de todas as ações e atenções.

Tem gente que é altruísta e pratica solidariedade de verdade, simplesmente para ajudar o próximo. Ao mesmo tempo, não é difícil se deparar com aqueles que fazem uma boa ação e, ao mesmo tempo, postam em redes sociais ou fazem questão de levarem o crédito por aquilo que fizeram.

Na proteção animal, tanto uma atitude quanto a outra são fáceis de se encontrar.

Só que nessa área, em que a vida de seres vivos está em risco, o egocentrismo de algumas pessoas acaba por prejudicar ainda mais os pequenos seres que dependem, e muito, de uma ação bem feita e eficaz.

Protetores sérios e verdadeiros fazem o que fazem pelo bem dos animais. Protetores de araque só querem aparecer. Tem também aqueles que querem tirar proveito da situação e, pasmem, existem aqueles que vivem das doações que arrecadam para os animais. E, apesar de toda a atenção que chamam os três últimos, as ações, tanto de um quanto de outro, são quase sempre sem valor para a causa. Nada acrescentam e, às vezes, acabam atrapalhando ao invés de ajudar.

Todo protetor sério tem que ter em mente que sozinho, nessa área, não se faz nada. E, se o nome da causa é “proteção animal”, os principais beneficiários de toda e qualquer ação têm que ser os animais e o seu bem-estar.

É lógico que, com o tempo, quem não é sério acaba desacreditado. Mas, no embalo, desacreditam toda a proteção animal.

Para quem é simpatizante da causa, fica a dica: protetor sério faz sempre o possível e o impossível para promover o bem-estar dos animais. Quando arrecada dinheiro, presta conta de como foi usado. Quando resgata, mostra a evolução do animal, desde o resgate até a adoção.

Protetor de araque quer sempre que os holofotes estejam em cima dele e não do animal. Sempre, sempre mesmo, tira proveito da situação, seja pessoal ou econômico. E deixa o progresso do animal em segundo plano, já que as ações nem sempre são as mais eficazes ou levadas a termo.

Querer aparecer sempre como o responsável, “eu que fiz” ou “a ideia foi minha” é uma postura que não cabe dentro do ativismo. Ativismo é uma atividade que depende única e exclusivamente da união dos envolvidos para se conseguir o melhor resultado. E isso vale também para a causa animal.

No dia que todos aprenderem a deixar o ego de lado e entenderem que “unidos somos mais fortes”, a proteção animal irá conseguir alcançar os objetivos a que se propõe desde o início: bem-estar e libertação animal.

E, para quem quer aparecer, fica a dica de antigamente: pendura uma melancia no pescoço e deixe os animais em paz.

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