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SP adia para outubro entrega do Hospital Regional em Caraguá

Segundo o Estado, uma alteração no aterramento do prédio e problemas com a ligação de energia estão entre as causas do atraso.

Prazo inicial para entrega da obra era o primeiro semestre de 2018 — Foto: André Luís Rosa/TV Vanguarda

A conclusão das obras do Hospital Regional (HR) em Caraguatatuba foi adiada para outubro. O último prazo dado pelo Estado, em fevereiro, era entregar o complexo hospitalar neste mês.

Segundo a Secretaria da Saúde, o atraso foi provocado por problemas como uma alteração no projeto de aterramento do prédio e na ligação de energia.

Segundo o coordenador do projeto Saúde em Ação no governo do Estado, Ricardo Tardelli, a ideia era fazer o hospital no nível da rodovia dos Tamoios, que também está em obras. “Por causa de uma mudança na obra da rodovia, tivemos que mudar o aterramento [do hospital]. Depois o atraso foi por causa da rede elétrica. A EDP também teria demorado para fazer a ligação da energia, o que impossibilitou a instalação dos equipamentos”, explicou. A EDP, concessionária de energia, nega que tenha atrasado a execução do serviço.

Para erguer a unidade, cuja construção começou em 2016, a prefeitura cedeu o terreno e o governo estadual passou a executar a obra. O custo é de R$188 milhões, financiado com verba do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O hospital vai ter 220 leitos e o primeiro prazo definido para entrega era o primeiro semestre de 2018.

Reclamação

Quando for inaugurado O HR em Caraguá, a região vai passar a contar com três hospitais regionais. Taubaté e São José dos Campos também contam com unidades.

Enquanto isso não ocorre, moradores do litoral norte reclamam de dificuldade para conseguir tratamento de doenças.

Carlos Renan Touchen descobriu um câncer de sangue no final do ano passado. Ele foi encaminhado para fazer radioterapia, mas como nenhum hospital perto da casa dele esse tipo de tratamento, o que o obrigava a ir todos os dias ao Hospital Regional de Taubaté.

"Eu já estava debilitado, ia de van e tinha que sair às 3 h da manhã. O motorista pegava o pessoal nas casas, mas ainda assim demorava", conta.

Marta Gomes é cunhada do Carlos e está passando pelo mesmo problema. Ela é moradora de Caraguatatuba e já tratou um câncer de mama no Hospital Regional de Taubaté, para onde teve que fazer a mesma viagem todo dia.

Por causa de uma metástase, ela agora está tratando um câncer no pulmão e duas vezes na semana precisa ir a Taubaté para fazer a quimioterapia. Ela diz que a rotina é cansativa e seria muito mais fácil se o hospital já estivesse pronto. "Seria uma maravilha, pertinho de casa", falou.

Quando o hospital for entregue, o prazo para que todos os atendimentos sejam feitos é de um ano. No caso das radioterapias, o Estado informou que vai abrir uma licitação para a construção de um anexo para oferecer o serviço em 2020.

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