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Polícia Civil investiga suspeitos de estelionato em agências bancárias no litoral de SP

Grupo falsificava documentos de correntistas, transferiam contas bancárias para agências do litoral e sacavam altos valores, segundo a polícia.

Delegacia em São Sebastião — Foto: Wilson Araújo/TV Vanguarda

A Polícia Civil de São Sebastião investiga um grupo suspeito de falsificar documentos e transferir contas bancárias para agências do litoral para sacar altos valores. Quatro foram detidos em ação da polícia, sendo que um deles foi abordado quando sacava R$ 70 mil de uma das contas. Outras quatro pessoas são investigadas.

De acordo com a polícia, o grupo foi detido na quarta-feira (3) depois de uma investigação da Polícia Civil a partir de uma vítima de Monte Alto, no interior de São Paulo. O grupo obtinha informações de um funcionário do banco dos clientes com alta movimentação ou títulos de valores altos. A partir dos nomes, eles falsificavam os documentos e se passavam pelo cliente solicitando a transferência da conta bancária.

A primeira vítima tinha em sua conta um título de R$ 1,8 milhão que eles tentavam movimentar. Após a abertura da conta na agência de escolha da quadrilha, na região central de São Sebastião, eles faziam um primeiro saque de valor alto e depois compravam títulos em criptomoeda para evitar o rastreio.

Um dos presos foi abordado na agência bancária enquanto fazia o saque e a segunda enquanto abria a conta de uma outra vítima de Fortaleza. A partir dos dois, a polícia encontrou os outros dois comparsas, cabeças do esquema de falsificação e que detinham as informações da conta em Caraguatatuba.

A polícia não soube informar quantas pessoas podem ter sido vítimas do golpe, mas na casa onde a dupla foi presa havia vários documentos falsificados. Entre eles de uma vítima de Florianópolis que eles já tinham conseguido solicitar a abertura de conta no litoral.

“Eles são parte de um grupo maior e estavam na região. Nós já identificamos por rastreamento e conversas telefônicas outras quatro pessoas parte do esquema, entre elas um advogado e um funcionário do banco, que era quem passava as informações.

Dos presos, dois que chefiavam o esquema na região permaneceram presos em regime preventivo. A mulher que abria a conta e o homem que fazia o saque foram liberados. De acordo com a Polícia Civil, os dois era apenas usados como laranjas.

Segundo a polícia, a partir dos documentos e provas apreendidas no endereço eles vão apurar há quanto tempo o grupo atuava na cidade.

Em nota, o Banco do Brasil informou que apura as irregularidades envolvendo funcionários apontadas pela investigação de forma disciplinar. A instituição informou que, caso seja confirmado o envolvimento de funcionários, as punições vão de advertência a demissão por justa causa.

Disse ainda que mantém estrutura para “detectar a atuação de golpistas por meio de sistemas e soluções de segurança”.

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