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Ubatubenses à deriva no mar relatam ventos de mais de 100 km/h na Polinésia Francesa

Irmãos participam de expedição de volta ao mundo e estão há mais de um dia com veleiro à deriva em alto mar. Eles enfrentam mar agitado e aguardam tempo melhorar para trocar o leme que foi danificado em acidente.

Irmãos de Ubatuba estão à deriva em alto mar — Foto: Reprodução/Instagram

Os dois brasileiros que estão à deriva em um veleiro em alto mar relataram terem enfrentado uma tempestade com ventos de mais de 100 km/h na Polinésia Francesa. Os irmãos participam de uma expedição de volta ao mundo e estão à deriva após um acidente em que perderam o leme da embarcação.

Por meio das redes sociais, os irmãos Celso Pereira Neto e Lucas Pereira, que são de Ubatuba, disseram que estão bem e preparando a embarcação para enfrentar o mar agitado e ventos até que possa ser feita a instalação de um leme reserva. O tempo deve melhorar a partir de sábado.

 

"Estamos bem, o barco está bem. Estamos mais unidos, confiantes e motivados do que nunca", afirmam Celso e Lucas.

 

Na última noite, os irmãos afirmaram que enfrentaram uma tempestade à deriva em alto mar. "As ondas lá fora explodindo no costado do veleiro, nós à deriva, sem rumo. Não estávamos acreditando no que estava acontecendo, parecia, que a qualquer momento iríamos acordar e tudo aquilo teria sido apenas um simples pesadelo".

No relato, eles afirmam que o veleiro Katoosh foi atingido por ventos de mais de 100 km/h e que o mar estava bastante agitado.

"Uma onda enorme, a maior de todas, atingiu o barco. Literalmente fiquei de pé na parede por alguns instantes, o Katoosh nunca havia adernado daquela forma! Peguei a lanterna, abri a porta e olhei lá fora para ver como estava o barco, tudo ok, mas o cenário era assustador".

Preparação do veleiro

Os irmãos, que iniciaram a expedição em março de 2018, informaram que o veleiro Katoosh está à deriva em uma região da Polinésia Francesa em que se concentram muitas ilhas e o objetivo é passar no trecho sem se aproximar muito delas.

"Partimos para o plano B, que era tentar nos posicionar o mais bem possível a fim de que, derivando nos próximos quatro dias com o vento, a gente consiga passar no meio de um 'corredor' que se forma entre as ilhas da região! Este está sendo o maior perigo no momento", disseram.

Além disso, os dois também trabalharam durante o dia para frear a velocidade do veleiro à deriva.

"Tentamos com uma âncora de mar, mas nada mudou. Tivemos a ideia de ir amarrando coisas no cabo e ir soltando no mar a fim de criar mais arrasto e consequentemente diminuir nossa velocidade! Saímos pegando várias coisas a bordo, amarrando no cabo da âncora e soltando no mar. Entramos e quando fomos checar nossa velocidade explodimos de felicidade!", diz post.

Acidente

Os irmãos Celso Pereira Neto e Lucas Pereira são de Ubatuba e saíram do litoral norte de São Paulo em março de 2018 com o veleiro Katoosh. Eles velejam parando pelo litoral de vários países em uma volta ao mundo. A expedição é transmitida pelo perfil do veleiro no Instagram.

Nesta quarta, os irmãos fizeram uma postagem alertando que estavam à deriva com a embarcação na Polinésia Francesa. No relato eles explicam que sofreram um acidente que destruiu o leme – parte responsável por nortear a embarcação. Eles explicam que tentaram instalar um leme reserva, mas ainda não conseguiram.

O pai dos dois, Celso Pereira Junior, afirmou que mantém contato com os filhos e monitora a situação. Ele afirma que ainda não há necessidade de pedido por socorro e que os dois estão em segurança, apesar do mar agitado. Além disso, um resgate seria muito difícil devido às condições do mar.

Acompanhados por mais de 50 mil pessoas na rede e que apoiam a volta ao mundo da dupla, os jovens alertam que o plano pode não dar certo e então teriam que abandonar o veleiro em alto mar e o projeto. Isso porque o mau tempo está arrastando a embarcação contra as rochas e a previsão de mau tempo pode trazer outros problemas técnicos.

Os irmãos estavam seguindo para o norte da região, em busca de temperaturas mais altas para fugir do frio dos últimos dias, segundo o diário de bordo atualizado na terça-feira (2). O plano era seguir para a Nova Zelândia, com saída marcada para o dia 25 de setembro.

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