top of page
  • Da Redação

Após ser pressionada novamente pela população, Prefeitura de Ubatuba retira postes de iluminação da

Com uma verba de quase 3 milhões destinada pelo DADE para um projeto de iluminação em 11 praias de Ubatuba, a “cascata de obras”, anunciada pelo prefeito Sato em 2017, na verdade, tem trazido grandes inconvenientes aos moradores da cidade.

Foto: Divulgação

“Pagamos para colocar e pagamos para tirar” foi assim que Rose Furlan, moradora do bairro, manifestou sua indignação nas redes sociais, enquanto a empresa contratada pela prefeitura retirava os postes que havia instalado há menos de um mês no local.

Sob a alegação de que os postes estariam rigorosamente dentro dos padrões e normas técnicas, a prefeitura havia emitido uma nota sobre a colocação dos postes na areia da praia e insistido em executar a obra, mesmo após o clamor popular para a retirada dos postes de iluminação da Praia do Cruzeiro, igualmente instalados na areia.

Em comunicado feito por Sidney dos Passos Ramos, presidente da Associação dos Amigos do Condomínio Pedra Verde, “graças à pressão exercida por todos que estavam nos feriados no Lázaro, bem como à campanha colocada nas redes sociais contra a instalação desses postes, às declarações à imprensa, à pressão do Conselho Municipal do Meio Ambiente e aos telefonemas ao secretário, este acabou indo à São Paulo para solicitar que os postes e os cabos de fiação já instalados pudessem ser recolocados sem a que a prefeitura fosse punida com a perda do convênio, assinado em 2014”.

Segundo o biólogo e consultor ambiental João Carlos Milanelli, a execução de obras como essa na faixa de areia podem ser prejudiciais em diversos aspectos, que precisam ser seriamente considerados pelo poder público. “Todas as espécies vivem conectadas em um equilíbrio ecológico dinâmico e dependem de um ambiente saudável. As praias arenosas no Brasil, incluindo o litoral paulista e Ubatuba, têm sofrido intensos impactos, como ocupação desordenada, invasão da faixa de restinga, poluição por esgotos, resíduos sólidos, presença de carros na areia, além dos efeitos globais associados às mudanças no clima, com elevação do nível do mar e processos erosivos."

O mestre e doutor em Oceanografia pela USP, ainda chama a atenção para o seguinte “a presença de postes de iluminação sobre a areia resulta em uma forte intervenção na paisagem natural das praias. Essas intervenções, feitas de forma não sustentada tecnicamente, podem resultar não apenas em impactos ambientais, como em desperdício de recursos financeiros”.

Segundo a prefeitura, um estudo ambiental foi feito previamente para não prejudicar o meio ambiente. Ainda segundo a prefeitura, o projeto irá abranger 11 praias do município: Picinguaba, Lanço, Cruzeiro, Toninhas, Enseada, Lázaro, Maranduba, Perequê-Açu, Tenório, Praia Grande e Itaguá.

Erro de cálculo em obras de infraestrutura

Do outro lado da cidade, no Parque Vivamar, outros moradores lastimavam a total falta de competência técnica na execução de obras de infraestrutura realizadas pela prefeitura.

Os munícipes comentavam sobre um possível "erro de cálculo" que haveria deixado metade das ruas do bairro asfaltada e outra metade com "enormes crateras”.

O prefeito Délcio Sato, que anunciou recentemente em suas redes sociais um “investimento" de R$ 20 milhões pela Caixa Federal para obras de asfaltamento no município, na verdade, realizou um empréstimo, que deverá ser pago somente no início da próxima gestão administrativa e com o acréscimo de 4% de juros anuais.

Indignados e povoando as redes com #Ubatubapedesocorro e #chegadeincompetencia, os munícipes, claramente descontentes com a falta expressiva de qualidade técnica nos serviços realizados pela administração municipal, parecem não sentirem os efeitos positivos da “cascata de obras” prometida por Sato.

Postes sendo retirados da faixa de areia na praia do Lázaro - Foto: Divulgação

Posts Relacionados

Ver tudo
[ Charge ]_______________________________

Deixe aqui sua opinião de tema e comentários

Obrigado! Mensagem enviada.

bottom of page