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Sem trabalho e renda, famílias enganam fome com fruta verde e garapa na Bahia

José de Jesus Silva, 56, mora em uma casa simples com sua mulher, Maria Silva, 40; ambos sobrevivem com R$ 180 do Bolsa Família; Em geral, o cardápio da casa é apenas arroz e feijão. Muito raramente tem condições de comprar um frango ou uma calabresa.

Noilza Maria de Jesus, 45, em Tremedal (BA)

A geladeira está encostada na parede da cozinha, mas não funciona. Mesmo se funcionasse, não teria muita serventia: na casa de José Santos Oliveira, 58, há apenas farinha, 300 gramas de arroz cru e pedaços de mamão verde. A reportagem do jornal Folha de S.Paulo visitou quatro famílias no interior da Bahia.

O cardápio de José, sua mulher e seus sete filhos foi apenas arroz na última segunda-feira (22). A família enfrenta um flagelo que, segundo declaração do presidente Jair Bolsonaro (PSL), não existe mais no Brasil: a fome.

José de Jesus Silva, 56, mora em uma casa simples com sua mulher, Maria Silva, 40. Ambos sobrevivem com R$ 180 do Bolsa Família.

Ele passou mais de duas décadas entre idas e vindas a São Paulo, mas, como não conseguiu um emprego fixo, acabou retornando à Bahia: “A idade vai ficando mais avançada, ninguém quer dar mais trabalho”, afirma.

Em geral, o cardápio da casa é apenas arroz e feijão. Muito raramente tem condições de comprar um frango ou uma calabresa. Carne, já não lembra a última vez que comeu: “Sempre falta [comida], e aí só Deus mesmo. Tem hora que o negócio é cruel."

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