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MPE propõe investigação contra novo prefeito de Paraty, eleito há 11 dias para substituir antecessor

Chapa vencedora é suspeita de captação ilegal de voto e abuso de poder econômico.

Patrimônio Mundial, Paraty volta a ter seus mandatários sob suspeita Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

Faz onze dias que Paraty, agora com o título de Patrimônio Mundial, voltou às urnas para escolher um novo prefeito, numa eleição suplementar com objetivo de substituir o mandatário anterior, cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mas a administração recém-eleita já está sob suspeita. O Ministério Público Eleitoral (MPE) propôs uma ação de investigação judicial eleitoral por captação ilegal de voto e abuso de poder econômico contra o prefeito eleito, Luciano Vidal, o vice-prefeito, Valdecir Ramiro, e o empresário financiador da campanha, Ronaldo Freire Carpinelli.

De acordo com o MPE, na votação do último dia 4 de agosto, Carpinelli teria circulado em áreas carentes da cidade distribuindo dinheiro, material de campanha e pagando alimentos e bebidas em troca de votos para a chapa. Segundo o Ministério Público, ele chegou a ser preso em flagrante no dia da eleição, por oferecimento de vantagens a eleitores.

Procurada nesta quinta-feira à noite, a prefeitura de Paraty afirmou que ainda não foi notificada sobre a ação e que, por isso, a chapa eleita ainda não poderia se manifestar.

O MPE requer a instauração de um inquérito que apure os crimes de compra de votos, caixa dois de campanha, corrupção passiva e ativa e lavagem de capitais, além da identificação das empresas em que Carpinelli possui participação.

"Caso a prática de abuso de poder econômico seja configurada, além da captação ilícita de sufrágio, os políticos poderão ter seus mandatos cassados e os três denunciados ficarão inelegíveis pelos próximos oito anos, além de pagarem multa", diz nota do MPE.

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