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Operação contra fraudes na Prefeitura de Orlândia apreende R$ 61 mil em Caraguatatuba

Equipes cumprem 115 mandados de busca em 11 cidades paulistas no âmbito da Operação Loki. No Vale do Paraíba foram cumpridos mandados em Caraguatatuba e Taubaté.

Operação Loki cumpre mandados de busca e apreensão em Caraguá e Taubaté. — Foto: Divulgação/Baep

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) e da Polícia Militar apreendeu R$ 61 mil em dinheiro e uma arma nesta segunda-feira (16) em Caraguatatuba. As equipes cumprem 115 mandados de busca em 11 cidades paulistas no âmbito da Operação Loki.

Não há mandados de prisão a serem cumpridos. O principal alvo da operação é a Prefeitura de Orlândia (SP). Em nota, o Gaeco informou que a investigação identificou fraudes em ao menos 23 licitações e superfaturamento de contratos que somam R$ 14 milhões.

Ainda segundo o Gaeco, também já foram constatadas irregularidades em 13 contratações feitas pela Prefeitura de Orlândia por meio de dispensa de licitação. Secretários municipais, servidores públicos, engenheiros, advogados e empresários são investigados.

No Vale do Paraíba foram feitas três apreensões, sendo duas em Caraguatatuba e uma em Taubaté.

Em um endereço na rua Alcides Alves Pereira foram apreendidos R$ 61 mil, uma arma calibre .38 e 26 munições. Em outro local em Caraguá a polícia apreendeu dois pen drives, quatro celulares, dois tablets e documentos.

Em Taubaté foi cumprido mandado em uma casa em um condomínio de luxo, mas nada foi apreendido. Segundo a PM, todos os endereços são ligados ao mesmo investigado, que não teve a identidade revelada.

Operação

Os mandados de busca e apreensão são cumpridos ainda em Ribeirão Preto (SP), Nuporanga (SP), Sales Oliveira (SP), Morro Agudo (SP), São Joaquim da Barra (SP), Araraquara (SP), Caraguatatuba (SP), Taubaté (SP), Itanhém (SP) e na capital paulista.

Em Orlândia, onde as fraudes tiveram início, os agentes realizam buscas no Paço Municipal, nas secretarias de Infraestrutura, Educação, Saúde, Desenvolvimento e Assistência Social, no setor de licitações, em um mini-hospital e no Departamento de Água e Esgoto.

O comunicado do Gaeco esclarece que os documentos apreendidos serão analisados para “delimitar a participação de cada um dos integrantes da organização criminosa”. São investigados crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, cartel e falsificação de documentos.

Ainda de acordo com o Ministério Público, o nome da operação é uma referência ao deus da mitologia nórdica Loki, "conhecido como o pai da mentira, da trapaça, da farsa".

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