• Fonte: Prefeitura de Ubatuba

Festival Paralímpico encerra III Semana o Direito à Educação Inclusiva em Ubatuba

Apesar do mau tempo, organização, pais, voluntários e público não se intimidaram e prestigiaram a programação que teve início às 8 horas da manhã, priorizando os participantes com deficiências mais expressivas.

Foto: Divulgação/PMU

A praia do Perequê-Açú, em Ubatuba, foi o palco do I Festival Paralímpico na cidade. A iniciativa, promovida pelo Comitê Paralímpico Brasileiro simultaneamente em 70 cidades, marcou também o fim da III Semana o Direito à Educação Inclusiva, com direito à promoção de esportes adaptados, como surfe, Va’a (canoa havaiana), canoa caiçara e atletismo na praia, beneficiando mais de 200 pessoas.

Apesar do mau tempo, organização, pais, voluntários e público não se intimidaram e prestigiaram a programação que teve início às 8 horas da manhã, priorizando os participantes com deficiências mais expressivas. Ao mesmo tempo que o pessoal começava a cair no mar, um professor de zumba animava os demais presentes com aquecimento seguido de demonstração da própria modalidade.

Benedita Maria dos Santos, mais conhecida como Bene, é mãe do aluno da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Nelson Henrico (Quico). Ele tem 42 anos e apresenta paralisia cerebral. Bene comemorou a realização do evento, destacando que esse tipo de evento deve acontecer com mais frequência. “Meu filho está na Apae desde 1992 e ele sempre quer participar de tudo. Espero que cada vez mais tenham ações como essa, sempre com mais participantes”, disse.

Assim como Bene, Simone Santos, que é mãe da pequena Paloma, de cinco anos e com paralisia cerebral espastica, também apoia a realização do evento. “A Paloma ama tudo. Espero que tenha mais vezes, pois vale muito a pena trazê-la”, complementou.

Já Rita de Cássia Feituna, cria seu sobrinho, Luciano Sales, de 11 anos, que apresenta quadro de autismo/asperger. Ela contou que o garoto melhoro muito depois que começou a participar das atividades inclusivas. “Hoje ele é mais calmo, está menos respondão.. e socializa mais”, explicou.

Rosimeire Oliveira e Marcos Alves, pais da pequena Larissa, de 13 anos, também com paralisia cerebral, reforçaram a necessidade dos eventos se tornarem mais frequentes, mas também, frisaram a importância e a dedicação dos voluntários e organizadores que, inclusive no evento teste, realizado em um dia de chuva, estiveram com toda disposição para preparar e testar as atividades promovidas no dia 21.

“Dá para ver na carinha dela o quanto ela gosta. Esse foi um dia especial não só para nós, mas para eles também. É importante reforçar que todos somos iguais e isso é uma ação de amor ao próximo”, concluíram.

Alguns atletas da equipe Paralímpica de Vôlei Sentado também prestigiaram o evento. Eles interagiram com crianças e adultos fazendo uma pequena demonstração na areia. Renato Leite e Wellington Platini – campeões “fresquinhos” Jogos Parapan-americanos de Lima, no Peru.

Leite é um dos fomentadores do esporte paralímpico, principalmente, porque foi o meio para estabelecer sua reabilitação aos 18 anos, quando precisou amputar uma perna. Ele chegou a praticar outros esportes, mas foi pelo vôlei que começou a disputar torneios e representar a Seleção.

“Fico motivado e orgulhoso ao ver a realização de eventos como esse, dessa grandeza, e saber que o movimento paralímpico está se expandindo. Isso aumenta a promoção da cidadania e faz os familiares acreditarem que o esporte integra, sociabiliza, motiva e reabilita, mostrando para as pessoas com deficiência novos horizontes. Sou apaixonado pelo esporte paralímpico”, declarou.

Após a realização das atividades, foi realizado um encerramento na sede da Companhia Municipal de Turismo – Comtur, onde ainda teve demonstração de tiro com arco, distribuição de lanches para os participantes, exibição do vídeo oficial do Comitê Paralímpico Brasileiro e apresentação de dança com a academia Movimente-se, do Perequê-Açu, que apresentou duas coreografias baseadas no filme “O Rei do Show” – que traz a temática da inclusão.

O professor Juan Uerrejola ainda homenageou uma das mães (Selma, mãe da pequena Duda) que foi uma das pessoas que o inspirou a desenvolver esse trabalho com a inclusão no município.

A data também marcou a inauguração dos banheiros adaptados da Comtur, bem como toda a adaptação de acessibilidade ao prédio.

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