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Eduardo Bolsonaro é destituído da presidência do PSL em São Paulo

Filho do presidente Jair Bolsonaro já havia sido punido pela direção da legenda com afastamento das atividades partidárias como deputado federal por 12 meses.

Eduardo Bolsonaro durante sessão da Câmara dos Deputados — Foto: Adriano Machado/Reuters

O deputado federal Eduardo Bolsonaro foi destituído da presidência do PSL em São Paulo pela direção nacional da sigla, segundo registro no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A destituição aconteceu nesta terça-feira (3), mesmo dia em que o Diretório Nacional do PSL confirmou punição a 18 deputados da sigla ligados ao presidente da República, Jair Bolsonaro.

As penas vão de advertência até suspensão das atividades partidárias. No caso de Eduardo, a suspensão será de 12 meses.

Com a suspensão das atividades partidárias, o filho do presidente também deixou o posto de líder da bancada do partido na Câmara.

Crise no partido

O racha no PSL se agravou após o presidente Jair Bolsonaro fazer críticas públicas ao presidente do partido, Luciano Bivar. A ala bivarista passou a acusar os deputados ligados a Bolsonaro de ataques à legenda e de indisciplina.

O presidente e um de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro, pediram desfiliação da legenda e pretendem migrar para um novo partido, que se chamará Aliança pelo Brasil. Os cerca de 20 deputados do PSL ligados a Bolsonaro também devem se filiar a ele, após a criação da sigla.

No mês passado, Bolsonaro afirmou a um apoiador para "esquecer" o partido, acrescentando que Bivar estaria "queimado para caramba". Essa declaração de Bolsonaro desencadeou uma crise, dividindo a sigla entre seus apoiadores e os de Bivar.

A crise no PSL se refletiu na disputa pelo comando da liderança da legenda na Câmara, com uma guerra de listas pelo cargo, opondo Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, e o deputado Delegado Waldir (PSL-GO), ligado a Bivar.

No final de outubro, a sigla instalou o conselho de ética para julgar Eduardo e mais 18 deputados, todos aliados a Bolsonaro, por indisciplina.

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