• Andréia Sadi, G1

Para cúpula da PGR, cabe ao MP-RJ responder a críticas de Bolsonaro

No final de semana, Bolsonaro disse que há "abuso" do Ministério Público no caso envolvendo o filho e defendeu controle do MP.

Bolsonaro recebe jornalistas e diz que não deveria ter respondido de maneira agressiva

A cúpula da Procuradoria-Geral da República avalia, nos bastidores, que cabe ao Ministério Público do Rio de Janeiro responder às críticas do presidente da República a respeito da investigação envolvendo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ).

No final de semana, Bolsonaro disse que há "abuso" do Ministério Público no caso envolvendo o filho e defendeu controle do MP.

Para interlocutores de Augusto Aras, chefe do MP, a crítica foi "pontual" e dirigida ao Rio de Janeiro.

Segundo integrantes da cúpula da PGR, se Aras sair em defesa do MP-RJ será uma defesa "abstrata e genérica", o que pode ferir "a autonomia" e "invadir o espaço" de outras unidades, como a do Rio, comandada pelo procurador Eduardo Gussem.

De forma reservada, no entanto, integrantes da PGR admitem que, se o caso envolvendo Flávio ganhar "contornos nacionais", aí "o cenário muda".

No final de semana, a jornalistas, Bolsonaro disse que "todo poder tem que ter uma forma de sofrer um controle".

"Não é do Executivo, é um controle. Quando começa a perder o controle, busca pelo em ovo. Eu sou réu no Supremo, sofri muito processo, os mais variados possíveis", completou.

Ele afirmou, no entanto, que tem "zero" interferência de sua parte.

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