• Da Redação

Passeios com segurança em dias quentes dependem só do tutor

Ao contrário do que muita gente pensa, não são só as patas dos pets que sofrem quando o assunto é passeio em dias quentes. A decisão pela escolha do horário é sempre do tutor, mas ele tem que estar ciente que está colocando a vida do animal em risco. E, mesmo nos horários mais seguros e recomendados, vários outros fatores podem influenciar a saúde do pet, oferecendo perigo para a sua vida. Confira os sinais de que algo não vai bem com o pet durante o passeio.

Passeios com segurança em dias quentes dependem só do tutor - Foto: Divulgação

A gente sempre alerta sobre os horários que são mais seguros para se passear com os cães em dias quentes, ou seja, logo no início da manhã (sempre antes das 10 horas) ou após as 16 horas. Mas, mesmos esses horários, dependendo de alguns fatores, podem não ser tão seguros.

Dias muito abafados, umidade do ar muito alta, idade avançada do pet, tipo e cor da pelagem, obesidade e sobrepeso podem influenciar negativamente a capacidade do animal em regular a temperatura do corpo. Já animais que não têm o costume de caminhar diariamente e ainda possuem os coxins das patas em cor branca ou rosada podem desenvolver bolhas, não apenas pelo contato com o chão quente, mas também, e de forma bem frequente, por causa do atrito da pata com o solo.

Por isso é fundamental a atenção do tutor. É preciso ficar atento aos sinais de cansaço ou aquecimento que o pet emite.

  1. Andar cambaleante e desorientado (parecendo que está tropeçando)

  2. Salivação em excesso (geralmente em forma de espuma)

  3. Respiração mais ofegante que o normal, mesmo quando está em área sombreada

  4. Parar para descansar durante o passeio ou puxar a guia para procurar uma área sombreada são sinais que o passeio foi longe demais.

Se o pet demonstrar um ou um conjunto desses sinais, a melhor coisa a se fazer é levar o animal para uma área de sombra, com ar fresco e oferecer água fresca para ele. Se estiver perto de casa, espere até que ele se recupere, volte para casa e ofereça mais água, além de colocar toalhas úmidas e frias sobre o corpo dele. Mas não é para jogar água no animal superaquecido. Isso pode causar choque térmico, o que vai complicar, e muito, a situação. Se os sintomas continuarem, procure atendimento médico veterinário.

Se você estiver longe de casa, procure um lugar de sombra e ofereça água fresca. Espere até o animal se recuperar e procure ajuda para voltar para casa em segurança. Se o animal não apresentar melhora nos primeiros minutos, encontre um meio de levar o animal em segurança imediatamente para atendimento veterinário. A hipertermia por intermação pode matar o animal em minutos. O socorro tem que ser rápido e eficaz.

Uma dica que vale para todos os passeios em épocas de calor é levar água fresca. Melhor é sempre deixar a garrafa na geladeira e pegá-la na hora de sair, ela vai ficar fresca durante mais tempo. Durante todo o passeio ofereça a água para o pet. E lembre-se que o pet está sempre mais perto do chão quente do que você, portanto recebe muito mais calor durante o passeio. Monitore o cachorro e a situação para evitar que o pior aconteça.

Outra dica também importante é diminuir a duração e a intensidade do passeio, isso aliado à oferta de água já vai ajudar bastante a tornar o passeio mais seguro. Ou você pode optar em dividir o trajeto em duas partes, fazendo dois passeios: um no começo da manhã e outro no fim da tarde.

Passeios com segurança em dias quentes dependem só do tutor - Foto: Divulgação

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