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Sobe para 21 o número de casos notificados de intoxicação por dietilenoglicol em Minas, diz governo

Substância tóxica foi encontrada em cervejas da Backer, de acordo com a Polícia Civil.

Vista aérea da fábrica da Backer, em BH — Foto: Globocop

Subiu para 21 o número de casos de intoxicação por dietilenoglicol notificados pela Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais. De acordo com boletim divulgado nesta segunda-feira (20), pacientes de São João Del Rei, Viçosa, Ubá, Belo Horizonte, Nova Lima e Capelinha apresentaram sintomas. Quatro pessoas morreram e 17 estão internadas em estado grave.

Ainda segundo o órgão, são 19 homens e duas mulheres que apresentaram os sintomas. Quatro casos de intoxicação por dietilenoglicol foram confirmados e os 17 restantes continuam sob investigação.

A Secretaria de Estado de Saúde explicou que apenas a Polícia Civil tem a tecnologia necessária para fazer exames e confirmar com precisão se os pacientes que estão internados foram contaminados pelo dietilenoglicol. Esta seria o motivo apontado pelo órgão para a demora da confirmação dos demais casos.

 

"É rara a intoxicação por dietilenoglicol. A gente não sabe em relação às sequelas, evolução. Existe a possibilidade de que estes pacientes se recuperem, mas pode ser que também tenham sequelas", disse a infectologista e diretora do Hospital Eduardo de Menezes Virgínia Antunes de Andrade.

 

Sintomas

Os sintomas começam a se manifestar nas primeiras 72 horas após a ingestão. Os primeiros sinais de intoxicação por dietilenoglicol são dores abdominais, náuseas e vômitos.

Entre os sintomas estão alterações neurológicas e insuficiência renal. O tratamento é feito no hospital, com monitoração, e tem o etanol como antídoto.

Além disso, os pacientes precisam passar por hemodiálise, para retirada do organismo dietilenoglicol e dos metabólicos produzidos.

Resumo:

Uma força-tarefa da polícia investiga 21 notificações de pessoas contaminadas após consumir cerveja; quatro morreram;

Os sintomas da intoxicação incluem náusea, vômito e dor abdominal, que evoluem para insuficiência renal e alterações neurológicas;

A Backer nega usar o dietilenoglicol na fabricação da cerveja;

A cervejaria foi interditada, precisou recolher seus produtos e interromper as vendas de todos os lotes produzidos desde outubro;

A diretora da cervejaria disse que não sabe o que está acontecendo e pediu que clientes não consumam a cerveja;

O governo de MG criou um portal para informar sobre intoxicação;

À Justiça, a Backer apresentou um vídeo com suposto indício de sabotagem.

Veja lista de mortes:

  • Confirmada: Paschoal Dermatini Filho, de 55 anos. Ele estava internado em Juiz de Fora e morreu em 7 de janeiro. A morte causada por dietilenoglicol foi confirmada;

  • Investigada: Antônio Márcio Quintão de Freitas, de 76 anos. Morreu no Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte;

  • Investigada: Milton Pires, de 89 anos. Morte confirmada pela SES nesta quinta-feira (16). Também morreu no Hospital Mater Dei;

  • Investigada: Maria Augusta de Campos Cordeiro, de 60 anos. A morte havia sido notificada pela Secretaria Municipal de Saúde de Pompéu, mas só foi confirmada pela SES nesta quinta-feira (16).

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