• Fonte: Prefeitura Municipal de Caraguatatuba

Defesa Civil acompanha retirada de terra em morro do bairro Cidade Jardim, em Caraguatatuba

A ação consiste na retirada da ‘crista’ do morro, que foi apontada com risco iminente de queda pelo Instituto Geológico (IG) e a Defesa Civil do Estado dias após o escorregamento de terra.



A Defesa Civil de Caraguatatuba acompanha a retirada de terra na parte de cima do morro onde ocorreu um deslizamento no dia 15 de janeiro deste ano. O projeto de estabilização é realizado pela CCL – Cortez Construções e Locações Ltda contratada pelos empreendedores da área onde será feito um loteamento, aprovado anos atrás.

A ação consiste na retirada da ‘crista’ do morro, que foi apontada com risco iminente de queda pelo Instituto Geológico (IG) e a Defesa Civil do Estado dias após o escorregamento de terra. A orientação desses órgãos era para só movimentar a terra do morro após o término do período de chuvas que findou em abril.

De acordo com o coordenador municipal da Defesa Civil de Caraguatatuba, capitão Campos Junior, os empreendedores possuem licença de operação emitida pela Cetesb para trabalhar na área, além do Alvará da Prefeitura. A previsão é que essa retirada seja concluída neste sábado (22). “Importante frisar que é um risco existente que será eliminado”, reforça Campos Junior.

Como parte das medidas de segurança aos estabelecimentos comerciais que ficam abaixo do morro, foi colocado um cordão de rocha (leiras de pedras e saibro) delimitando o local onde pode cair terra de forma controlada.

Pelo licenciamento da Cetesb, a empresa pode operar no local com pá carregadeira, caminhão caçamba, escavadeira hidráulica, trator de lâmina e retro escavadeira.


Entenda o caso

O deslizamento de terra ocorreu na tarde de uma sexta-feira (15/01) no morro localizado no bairro Cidade Jardim, momento que Caraguatatuba entrou em estado de alerta e assim deveria permanecer até o final do Plano Preventivo da Defesa Civil (PPDC), inicialmente em 31 de março, e postergado para 15 de abril.

Na ocasião, o Instituto Geológico e da Defesa Civil do Estado definiram perímetros onde seriam necessárias interdições total e parcial.

Conforme o relatório, neste período deveria ser feito o monitoramento da evolução dos processos erosivos e feições de instabilidades geotécnicas do talude afetado pelo processo de escorregamento (trincas, movimentação de blocos, degraus de abatimentos; além de atenção especial à evolução das trincas presentes na parte superior do talude na área do platô).

Durante o deslizamento de terra as chuvas acumuladas no município foram de 166 mm em 72 horas, 51 mm em 48 horas e 15 mm em 24 horas. O material atingiu parte do terreno situado aos fundos do comércio da Avenida Ipês. O morro tem cerca de 40 metros de altura diante do deslizamento o material deslocado chegou a cerca de 18 metros de altura e 21 de comprimento, perfazendo cerca de 600 metros cúbicos de terra que atingiu dois caminhões e um trator.




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