• Eduardo Cesar

Taxa Ambiental em Ubatuba


Avança-se muito com mais recursos, mas percebemos através das experiências passadas como a do empréstimo mencionado, que não é a quantidade de recursos que faz a diferença em um governo, mas sim o governo feito com transparência, participação e responsabilidade.


Há muito tempo a cidade de Ubatuba discute formas de melhorar a arrecadação, mas seu posicionamento geográfico desfavorável que reflete no enfraquecimento do comércio, a questão ambiental que inviabiliza indústrias, o não recebimento de recursos dos royalties do petróleo, entre outras questões, deixam a cidade sem muitas alternativas para aumentar a arrecadação municipal.

A alternativa inteligente (e sustentável) para aumentar a arrecadação, estaria na profissionalização do setor de turismo, que consequentemente incentivaria a construção civil, o setor de hospedagem, a qualificação de mão de obra na hotelaria, a gastronomia de alta qualidade, ou seja, cada turista que nos visitaria consumiria dos nossos bens nos gerando empregos diretos e indiretos. No Turismo (ordenado e sustentável) estaria a chave para uma economia mais forte.

Apesar das iniciativas dos governo federal e estadual, que nos auxiliam com transferências de recursos, programas nas mais variadas áreas, emendas parlamentares, entre outros, cabe ao Município definir sua politica de desenvolvimento. Com base nisso, foi criada a taxa de turismo, que pode ser algo que trará recursos ou dúvidas , e por isso as opiniões estão tão divididas.

A tarifa foi criada no governo passado e naquele momento além de membros do governo, era difícil encontrar alguém acreditando que a cobrança seria benéfica, as urnas definiram que um valor tão expressivo não seria administrado por aquele grupo. Agora com outro grupo no comando da cidade, nunca tivemos tão perto de ver essa taxa ser cobrada e por isso, a taxa ambiental é um dos principais assuntos que vem preocupando o cidadão.

Quase de forma automática, ao comentarmos sobre a taxa, lembramos da Zona Azul da Comtur, que já não cobra mais taxas, pois quem cobra a zona azul agora é a EMDURB.Porém, quando o assunto é aplicação de recursos, as siglas envolvidas EMDURB, COMTUR ficam em segundo plano, pois quanto menor a divulgação de arrecadação e onde estão sendo investidos maior é a desconfiança sobre a implantação de mais uma cobrança.

Que os mais de trinta milhões por ano, ajudariam muito a cidade, não se discute, vale lembrar que na véspera da eleição passada foi esse o valor de um empréstimo que será pago pelo contribuinte em outros governos, que serviu para turbinar os tão desgastados políticos naquele momento, também é fato.

Contudo, a lição que essa manobra nos deu foi de que não há recurso capaz de encobrir os os resultados de uma péssima administração.

Avança-se muito com mais recursos, mas percebemos através das experiências passadas como a do empréstimo mencionado, que não é a quantidade de recursos que faz a diferença em um governo, mas sim o governo feito com transparência, participação e responsabilidade.

Estamos em um momento de opiniões divididas.

Não resta dúvidas que recursos são muito bem-vindos, bem como, não há duvidas de que a transparência dos valores arrecadados, de qual o custo administrativo, de quanto e onde será empregado cada centavo público recebido, poderá conduzir o governo para a reeleição ou para a vergonha de perder diminuindo a votação, mesmo com muito dinheiro e com a máquina nas mãos

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